Os altos índices de infecções por sífilis notificados em recém-nascidos de Sergipe, nos primeiros seis meses de 2011, levou o estado a adotar um Plano Estadual de Eliminação da Sífilis Congênita para os próximos três meses. Dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica mostram que foram notificados 95 casos da doença. O monitoramento da doença vai ser realizado por um comitê em parceria com todos os municípios do estado.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (SES), a ações para diagnóstico da doença prevê a realização do Teste Rápido para definição do tratamento. Também serão realizados acompanhamentos específicos de casos da doença nos municípios através de canais como telefone e-mail. A informação e educação permanente têm como objetivo mobilizar e alertar profissionais de saúde, gestores e a população sobre a doença.
" O monitoramento de casos será feito por um comitê constituído especialmente para o Plano Estadual de Eliminação da Sífilis Congênita, que vai verificar semanalmente o andamento das ações do Plano e a resolutividade, além de acompanhar de perto cada um dos municípios" , disse David Souza, Diretor de Atenção Integral à Saúde da SES.
O coordenador da Atenção Básica da Secretaria de Saúde de Aracaju, Geison Valença, afirmou que a importância das ações do Plano Estadual de Eliminação da Sífilis Congênita já foi assimilada e algumas já antecipadas pela equipe técnica da gestão municipal. " Já iniciamos um ciclo de capacitações com nossos profissionais da rede de Atenção Básica" , disse.
A partir desta semana uma reunião será programada com médicos e enfermeiros das 133 equipes de Saúde da Família inseridos nas capacitações.
As Fundações Estatais de Saúde, Parreiras Hortas (FSPH) e Fundação Estadual de Saúde (Funesa) estão inseridas no Plano Estadual de Combate à Sífilis, atuando, cada uma, com sua competência específica. A FSPH vai contribuir com os exames laboratoriais de pré-natal das gestantes. " A Fundação de Saúde Parreiras Hortas tem um papel fundamental na saúde materno infantil no Estado, pois é através de amostras de sangue de parte significativa das gestantes, é possível realizar diversos tipos exames para identificar diversas doenças além da sífilis" , explicou David Souza.
Já a Funesa se insere no contexto do combate à sífilis através da Educação Permanente. As capacitações serão dividas em duas etapas e atingirão 866 gestores, médicos e enfermeiros da Atenção Básica e Vigilância Epidemiológica dos 75 municípios sergipanos, começando pelos municípios prioritários: Capela, Itabaiana, Propiá, Nossa Senhora da Glória, Lagarto, Barra dos Coqueiros, entre outros.
" Durante as capacitações serão discutidos temas pertinentes ao plano e ao protocolo da sífilis. Na primeira etapa, que iniciamos nesta sexta-feira, 15, vamos capacitar 166 gestores de Atenção Básica e Vigilância Epidemiológica, médicos e enfermeiros dos 18 municípios prioritários. Já a segunda parte de capacitações, que envolve os outros 57 municípios, será feita em sete dias, com sete turmas de 100 pessoas cada, incluindo o mesmo público-alvo da primeira parte" , explicou Claúdia Menezes, diretora geral da Funesa.