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publicado em 24/08/2009 às 20h50:00
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Michael Jackson morreu por causa de doses letais de Propofol

A mistura do Valium com outros dois sedativos foi o suficiente para matar o cantor, diz legista Lakshmanan Sathyavagiswaran

 
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Foto: Divulgação/The Associated Press
Foto: Divulgação/Sinfônia das Águas
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O médico particular de Michael Jackson, Conrad Murray, nega ter deixado o cantor sozinho após lhe dar sedativos Michael Jackson morreu devido a uma dose letal do anestésico propofol misturada com outros remédios, afirmam documentos policiais O Rei do pop Michael Jackson em uma de suas apresentações
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O médico particular de Michael Jackson, Conrad Murray, nega ter deixado o cantor sozinho após lhe dar sedativos
Michael Jackson morreu devido a uma dose letal do anestésico propofol misturada com outros remédios, afirmam documentos policiais
O Rei do pop Michael Jackson em uma de suas apresentações

" Por conta de uma forte insônia, Michael Jackson passou suas últimas horas implorando por uma dose de um potente anestésico" , a declaração é do médico Conrad Murray à polícia de Los Angeles e integra os registros da Justiça divulgados nesta segunda-feira.

O médico particular de Michael Jackson, disse aos policiais que tratava da insônia do cantor havia seis semanas e por isso, o medicava com 50 mg de propofol, todas as noites. Á polícia ele informou temer que Jackson estivesse viciado e reduziu a dose pela metade.

Segundo o médico, um dia antes da morte de MJ foi administrado o medicamento Valium, mas como não surtiu o efeito desejado, ele aplicou uma injeção de lorazepam, um antiansiolítico. Murray disse aos policiais que Jackson ainda permanecia acordado e o medicou com o sedativo midazolam.

Apesar das doses de medicamentos outras drogas foram dadas ao cantor. Às 10h40 da manhã, ele administrou 25 mg de propofol intravenoso, apontam os registros. O médico falou aos policiais que Jackson solicitou a droga repetidas vezes.

Essa dose, misturada com o coquetel de outros sedativos no sistema do astro pop, foi o suficiente para matá-lo, concluiu o relatório preliminar da toxicologia divulgado pelo escritório do legista Lakshmanan Sathyavagiswaran, do condado de Los Angeles.

O documento que traça a cronologia da primeira descrição detalhada das horas finais do cantor é baseado, além dos testes, nas três horas de entrevista que Murray deu a detetives da polícia de Los Angeles, dois dias depois da morte do músico, em 25 de junho.

Primeiras pistas

Em uma busca na casa do astro os policiais encontraram 8 ampolas de Propofol, mas Conrad Murray não soube informar a procedência do anestésico. No mesmo dia os policiais também encontraram Valium, Tansulosina, lorazepam, temazepam, clonazepan, trazodona e Tizanidine, juntamente com o propofol.

Os vários medicamentos foram prescritos pelos médicos Murray, Arnold Klein e Allan Metzger, segundo informou o Departamento de Polícia de Los Angeles.

As autoridades ainda não divulgaram como Jackson, Murray e os outros médicos obtiveram o propofol, que normalmente é utilizado em hospitais por anestesiologistas. Outra pergunta sem resposta, é exatamente quando Jackson parou de respirar. Ambas são cruciais para a investigação criminal.

Minutos finais

No depoimento Murray teria dito a policiais que 10 minutos após a administração do propofol, "saiu do lado de Jackson para ir ao banheiro e esteve fora da sala por cerca de 2 minutos no máximo. Ao retornar, notou que Jackson já não estava respirando". Ele disse que iniciou massagens cardíacas e pediu que chamassem o filho mais velho do cantor, Prince Jackson.

O médico disse que percebeu que Jackson não estava respirando em torno de 11 horas da manhã, mas o serviço de emergência local, o 911, somente foi chamado às 12:21. A polícia suspeita que nesse período de tempo Murray tenha feito três chamadas para celulares, totalizando 47 minutos, de acordo com os depoimentos apresentados no mês passado, quando as autoridades expediram mandados de busca para o escritório do médico.

O cardiologista também não informou aos paramédicos e médicos de emergência que havia administrado propofol, uma omissão crítica que põe em cheque o tratamento dado ao cantor e que poderia reforçar a hipótese de homicídio culposo, disseram as autoridades.

Especialistas médicos disseram que uma dose de 25 miligramas em alguém do tamanho Jackson não deveria ter sido suficiente para matá-lo. Mas a combinação do propofol com outras drogas, poderia ter sido mais perigosa.

"Você começa a dar um monte de drogas e não sabe que efeito final poderá ter," disse Scott Engwall, vice-presidente do Departamento de Anestesiologia da UC Irvine Faculdade de Medicina. "Quando você dá um pouco de um medicamento e um pouco de outro, ele começa a somar", enfatizou.

Tratamentos

As autoridades têm procurado os registros de pelo menos cinco diferentes médicos que trataram Jackson, bem como as farmácias, em Las Vegas e Beverly Hills, mas Murray é o único nome em documentos judiciais como o alvo da investigação de homicídio.

A contratação do médico particular foi um dos pedidos feitos pelo cantor a empresa AEG Live, promotora da turnê que ele estrearia em Londres. Mensalmente o médico era remunerado com cerca de R$ 300 mil. Ele permaneceria ao lado do cantor até o encerramento da série de 50 concertos.

Murray disse à polícia que outros profissionais já haviam administrado propofol em Jackson, incluindo o médico de Las Vegas, David Adams. Ele relatou inclusive um episódio em que o médico Adams deu propofol a Jackson, durante uma consulta dermatológica.

Uma curiosidade exposta no documento é o fato do cardiologista ter se recusado a assinar o atestado de óbito no UCLA Medical Center. Apesar das evidências o médico não declarou oficialmente sua culpa.

O documento aponta que tanto os médicos do "UCLA e paramédicos LA Corpo de Bombeiros afirmaram que o médico particular do cantor apenas divulgou que ele tinha dado a medicação Lorazepam para Jackson antes da emergência médica", omitindo a administração do propofol.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Michael Jackson    Propofol    Conrad Murray    Valium    Tansulosina    Lorazepam    Temazepam    Clonazepan    Trazodona    Tizanidine    UCLA Medical Center   
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