A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo conseguiu ampliar, nos últimos quatro anos, a identificação dos tipos de bactérias causadoras de meningites na população paulista. Em 2007, 43% dos casos de meningite bacteriana notificados no Estado e avaliados pelo Instituto Adolfo Lutz foram classificados como de origem " não determinada" . Já em 2010 esse índice caiu para 23%, e no primeiro semestre deste ano, para 13,6%.
Esta maior precisão no diagnóstico ocorreu em razão da adoção do método PCR em tempo real, que permite detectar a doença em até três horas, contra um mínimo de 48 horas pelo método tradicional.
" Pelo método tradicional era impossível o cultivo em laboratório para determinar o tipo de bactéria, porque muitas vezes elas já estavam mortas. Além disso a possibilidade de falsos negativos era bem maior" , explica Claudio Sacchi, pesquisador do Instituto Adolfo Lutz.
Em números absolutos, 1.246 de 3.309 casos de meningite bacteriana analisados pelo Lutz em 2007 foram classificados como " não determinada" . Em 2010 os casos não determinados foram 732 de um total de 3.129. E, no primeiro semestre deste ano, 126 de 923 casos.
No mesmo período houve crescimento de 22% no total de amostras que tiveram o tipo de bactéria determinada nas análises realizadas pelo Lutz.