Ciência e Tecnologia
publicado em 01/07/2011 às 19h00:00
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Exame de ressonância magnética realizado durante os estudos feitos no Weizmann Institute
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Exame de ressonância magnética realizado durante os estudos feitos no Weizmann Institute

Pesquisa do Instituto Weizmann, em Israel, mostra que um pouco de pressão social pode ser o suficiente para falsificar a memória. O estudo revela um padrão único de atividade cerebral quando falsas memórias são formadas, que aponta para uma conexão surpreendente entre nossos " eus" sociais e a memória.

O experimento foi feito em quatro etapas. Na primeira, os voluntários assistiram a um documentário em pequenos grupos. Três dias depois, voltaram ao laboratório individualmente para fazer um teste de memória, respondendo a perguntas sobre o filme. Eles também foram questionados sobre quão confiantes estavam em suas respostas. Depois, eles foram convidados a voltar ao laboratório para refazer o teste enquanto eram examinados em uma ressonância magnética funcional (fMRI), que revelou sua atividade cerebral. Desta vez, os sujeitos também receberam uma "tábua de salvação": as respostas supostas dos outros em seu grupo (juntamente com fotos no estilo de mídias sociais). Falsas respostas para as perguntas feitas aos voluntários foram plantadas entre as respostas que eles deram corretamente e com confiança. Os participantes que concordaram com as respostas do grupo mesmo com estas respostas falsas plantadas entre elas, deram respostas incorretas quase 70% do tempo.

Mas, eles simplesmente estavam se conformando com as demandas sociais percebidas ou tiveram a memória do filme, na verdade, modificada? Para descobrir, os pesquisadores convidaram os indivíduos de volta ao laboratório para fazer o teste de memória, mais uma vez, dizendo que as respostas do grupo a que tiveram acesso da outra vez não eram realmente as respostas do grupo que viu o filme, mas respostas geradas aleatoriamente por computador. Algumas das vezes, os participantes voltaram atrás e optaram por respostas corretas dadas originalmente (as primeiras respostas, dadas individualmente, sem acessar as respostas " do grupo" ), mas quase metade das respostas permaneceram erradas, o que implica que os indivíduos estavam confiando em falsas memórias implantadas na sessão anterior.

Uma análise dos dados da fMRI mostrou diferenças na atividade cerebral entre as lembranças falsas persistentes e os erros temporários decorrentes da concordância social (conformidade com a resposta que acreditavam ser do grupo). A característica mais marcante das falsas memórias foi uma forte coativação e conectividade entre duas áreas do cérebro: o hipocampo e a amígdala. O hipocampo é conhecido por desempenhar um papel no longo prazo na formação da memória, enquanto a amígdala, às vezes conhecida como o centro de emoção do cérebro, desempenha um papel na interação social. Os cientistas pensam que a amígdala pode atuar como uma entrada principal que conecta as partes social e de processamento da memória do nosso cérebro; seu "carimbo" pode ser necessário para alguns tipos de memórias, dando-lhes autorização para serem carregadas para os bancos de memória. Assim, o reforço social poderia atuar sobre a amígdala para convencer os nossos cérebros a substituir uma memória forte por uma falsa.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Falsas memórias    Pressão social    Processamento da memória    Amígdala    Hipocampo   
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