Ciência e Tecnologia
publicado em 24/06/2011 às 19h45:00
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Sobreviventes de câncer são menos propensos a conseguir emprego e trabalham menos horas do que os adultos com idade semelhante sem histórico de câncer. É o que sugere estudo de pesquisadores da Penn State, nos Estados Unidos. O levantamento mostra que a situação é persistente até mesmo entre 2 e 6 anos após o diagnóstico da doença.

"A descoberta é significativa quando se considera que existem quase 12 milhões de sobreviventes de câncer nos Estados Unidos", disse o líder do estudo, John Moran. Ele e seus colegas decidiram analisar um grupo pouco estudado anteriormente, sobreviventes de câncer no auge da idade ativa, entre 28 e 54 anos.

"A maioria dos estudos anteriores se concentra em trabalhadores de maior idade, porque a incidência de câncer é direcionada para pessoas mais velhas. Mas há razões para estarmos especialmente preocupado com os trabalhadores mais jovens, que, em média, têm menos dinheiro guardado e provavelmente veem a aposentadoria como uma opção menos atraente do que aqueles na faixa etária de 55 a 65 anos", diz Moran.

Os pesquisadores compararam 674 sobreviventes de câncer que eram ativos no momento do diagnóstico com 4.141 trabalhadores sem histórico de câncer. Eles descobriram que as taxas de emprego entre os sobreviventes do câncer eram 8 a 9% menores do que entre indivíduos da mesma idade e que os sobreviventes do câncer trabalharam 5 horas e57 minutos a menos por semana, uma redução de 10 a 12% em relação a outros adultos em idade ativa.

De acordo com Moran, a maioria das diferenças foram observadas entre sobreviventes que sofreram recorrências ou desenvolveram novos tumores. Mas, mesmo sobreviventes livres da doença foram entre 4 e 5% menos propensos a conseguir emprego e trabalharam duas a quatro horas a menos por semana do que os adultos com idade semelhante sem histórico de câncer, uma diferença de quase 10%.

Os pesquisadores ainda não sabem dizer se as reduções são voluntárias, talvez refletindo que as prioridades das pessoas estão mudando em face de uma doença grave, ou se são resultado de forças além do controle, como discriminação no emprego ou acomodações inadequadas no local de trabalho.

Segundo eles, entender por que isso ocorre pode ser a chave para a elaboração de respostas políticas contra a redução do nível de atividade documentada no estudo.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Sobreviventes do câncer    Taxa de emprego    Penn State    John Moran   
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