No dia 28 deste mês, o Programa de Controle do Tabagismo do Centro Estadual de Vigilância em Saúde promove o Fórum do Tabagismo: Problema de Saúde Pública. A iniciativa é em parceria com o Instituto Vida Solidária/Fumo Zero. No sábado, dia 29, profissionais da saúde estarão na Usina do Gasômetro, na capital, numa ação relacionada ao Dia Nacional de Combate ao Fumo.
Atualmente, o tabagismo é diretamente responsável por 30% das mortes por câncer, sendo que 90% dessas são por câncer de pulmão. Além disso, provoca 25% das mortes por doença arterial coronariana, 25% das mortes por doença cerebrovascular e 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica. Outras doenças também relacionadas ao fumo são aneurisma arterial, trombose vascular, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e impotência sexual no homem. No Brasil, estima-se que 200 mil mortes/ano são decorrentes do tabagismo.
Os fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos da poluição tabagística ambiental, como irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias, e aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina. Outros efeitos a médio e longo prazo são a redução da capacidade funcional respiratória, aumento do risco de ter aterosclerose e aumento do número de infecções respiratórias em crianças.
O tratamento do tabagismo no estado começou em 2002, mas a partir de 2004 foi ampliado para a atenção básica e de média complexidade. A partir daí, o Ministério da Saúde (MS) começou a repassar para os municípios gaúchos material de apoio e medicamentos, sendo que a primeira remessa começou em 2005.