Ciência e Tecnologia
publicado em 16/06/2011 às 18h00:00
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Alguns creditam que as nanopartículas sejam uma das criações mais promissoras da ciência, outros acreditam que elas sejam a mais perigosa. Estes pequenos objetos podem transportar e fornecer medicamentos de forma eficiente e aumentar as propriedades de muitos materiais, mas e se eles também forem perigosos para a saúde de alguma forma? Cientistas do National Institute of Standards and Technology (NIST) encontraram uma forma de manipular nanopartículas para que questões como esta possam ser respondidas.

A equipe desenvolveu um método de atrair e capturar as nanopartículas feitas com metal em uma superfície e de soltá-las no momento desejado. O método, que utiliza uma leve corrente elétrica para influenciar o comportamento das partículas, poderia permitir que os cientistas expusessem culturas de células às nanopartículas para que todos os perigos que elas possam causar para as células vivas possam ser avaliados de forma eficaz.

O método também tem a vantagem de coletar as partículas em uma única camada, fazendo com que elas fiquem dispersas uniformemente em uma amostra de fluido, reduzindo assim a aglutinação, um problema comum que pode mascarar as propriedades que apresentam quando se deparam com um tecido vivo. De acordo com o físico do NIST Darwin Reyes, essas vantagens combinadas devem tornar o novo método especialmente útil para estudos toxicológicos.

"Muitos outros métodos de captura exigem que se modifique a superfície das nanopartículas de alguma forma para que se possa controlá-las mais facilmente. Conseguimos capturar as nanopartículas como elas são, explorando-as com o que elas realmente têm. Usando esse método, pode-se liberá-las em uma cultura de células e observar como as células reagem, o que pode lhe dar uma ideia melhor de como as células no corpo vão reagir", diz Reyes.

Outros meios de estudar a toxicidade das nanopartículas não permitem uma entrega tão precisa das partículas para as células. No método desenvolvido pelo NIST, as partículas podem ser liberadas de forma controlada em um fluxo fluido que passa sobre uma colônia de células, imitando a forma como as partículas encontrariam as células no interior do corpo - permitindo assim que se avalie como as células reagem ao longo do tempo, por exemplo, ou se suas respostas variam de acordo com as mudanças na concentração de partículas.

Para este estudo a equipe usou uma superfície de ouro coberta por longas moléculas com carga positiva. As nanopartículas, que são também feitas de ouro, são revestidas com moléculas de citrato, que têm uma carga ligeiramente negativa, o que as atrai para a cobertura da superfície, esta atração pode ser quebrada com uma pequena corrente elétrica. Reyes diz que como a cobertura da superfície pode ser projetada para atrair diferentes materiais, uma variedade de nanopartículas poderiam ser capturadas e liberadas com a técnica.

Fonte: Isaude.net
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