Ciência e Tecnologia
publicado em 14/06/2011 às 19h00:00
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Pesquisadores do Duke Cancer Institute, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de identificar pacientes com câncer de cabeça e pescoço recorrentes que podem se beneficiarem de doses adicionais de quimioterapia e radioterapia. A descoberta vai evitar que muitos pacientes sejam submetidos a intervenções que podem aumentar o sofrimento, não prolongar a vida ou levar à morte.

"A segunda fase do tratamento é difícil. Então nós estávamos procurando preditores de quem é capaz de se sair bem com essa segunda rodada de tratamento para tentar poupar as pessoas de efeitos colaterais desnecessários", disse o autor do estudo, Joseph K. Salama. Ele e seus colegas analisaram dados de 166 pacientes submetidos a quimioterapia intensiva e radiação para tratar tumores recorrentes.

A segunda rodada de tratamento é potencialmente fatal, mas fornece uma cura de dois anos para cerca de 25% dos pacientes. A equipe identificou quatro características que se correlacionaram com melhores resultados derivados da repetição do tratamento.

Um dos fatores mais importantes era saber se os pacientes receberam a quimioterapia e a radiação quando seus tumores apareceram pela primeira vez. Os pacientes que receberam apenas radiação tinham uma chance muito melhor de sobreviver com a segunda a terapia da combinação do que aqueles que recebem radiação e quimioterapia como tratamento primário.

Segundo Salama, pode ser que os tumores recorrentes tenham desenvolvido resistência a partir do curso inicial da quimioterapia, anulando os benefícios do tratamento.

Os pacientes também tinham uma melhor chance de cura com a segunda rodada de tratamento se eles tinham um longo período de remissão antes de o tumor reaparecer; se podiam suportar uma alta dose de radiação durante a repetição da terapia; e se pudiam se submeter a uma cirurgia para remover parte ou a totalidade do novo tumor.

Os resultados foram melhores entre os pacientes que preencheram os quatro critérios, com 63% sobrevivendo por pelo menos dois anos. "O tratamento é potencialmente curativo, mas é bastante tóxico, por isso, quando alguém está embarcando este tratamento, eles precisam ser orientados de forma adequada", disse Salama, observando que a intervenção pode diminuir a qualidade de vida.

De acordo com ele a terapia pode danificar a boca e esôfago, e a maioria dos pacientes perdem a capacidade de engolir alimentos sólidos, necessitando de um tubo de alimentação.

A caixa de voz também pode ser danificada, tornando os pacientes mudos. 20% dos pacientes no grupo de estudo morreram como resultado do tratamento. "Podemos escolher quem melhor pode se beneficiar deste tratamento, descoberto isso, precisamos oferecer novas e melhores opções de tratamentos ", disse Salama.

Fonte: Isaude.net
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