Ciência e Tecnologia
publicado em 13/06/2011 às 19h00:00
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As células-tronco leucêmicas podem permanecer inativas no corpo por uma década ou mais após a remissão da doença na criança - antes de serem reativadas e de causarem uma recaída . De acordo com novo estudo conduzido pelo pesquisador Mel Greaves , do Institute of Cancer Research (ICR) , est as conclusões não devem preocupar indevidamente os pais cujos filhos já sofreram de leucemia linfoblástica aguda (LLA), pois a volta da leucemia depois de muitos anos da remissão é rara. Além disso, a recaída tardia geralmente é geneticamente similar ao câncer original e o mesmo tratamento pode levá-la à remissão novamente.

"Alguns tipos de tratamento erradicam as células doentes , mas não matam todas as células-tronco leucêmicas. Anos mais tarde, se o paciente tem o azar de ser exposto a outro gatilho, o câncer pode começar a se desenvolver de novo. A boa notícia é que acreditamos que alguns novos sistemas de tratamento para a leucemia também podem matar as células-tronco, assim, no futuro, os pacientes poderão não ter este risco de recaída" , diz Greaves.

Em 2008, a equipe de Greaves confirm ou a existência de células-tronco da leucemia que se desenvolvem a partir de uma mutação genética quando o paciente ainda está no útero.

A mutação - fusão dos genes TEL (ETV6) e AML1 (Runx1) - gera células pré-leucêmicas que crescem na medula óssea como uma bomba-relógio silenciosa, mas outros fatores são necessários para convertê-las em leucemia. Evidências sugerem que a mutação pode estar presente em até um a cada 100 recém-nascidos, mas apenas cerca de uma em cada 100 destas crianças com a mutação vai desenvolver LLA. Pensa-se que estes gatilhos incluem a aquisição de uma infecção comum da infância e de mutações genéticas adicionais.

No último estudo, os cientistas analisaram o DNA de amostras de câncer provenientes de 21 pacientes no primeiro diagnóstico e, em seguida, na reincidência. Todos os pacientes tinham a fusão ETV6-RUNX1 e tinham em média 4,5 anos no momento do diagnóstico, a primeira recidiva ocorreu dentro de até dez anos. Eles e ncontraram para cada paciente uma média de oito diferentes mutações, conhecidas como alterações de número de cópia, durante o diagnóstico e 11 durante a recaída. Os cientistas pensaram que algumas delas eram mutações " passageiras" , mas uma série de mutações " ativadoras" - que os cientistas acreditam estar diretamente envolvidas no desenvolvimento do câncer - foram identificadas devido à frequência entre os pacientes e pelo conhecido papel no desenvolvimento da LLA. Ao analisar as mutações ativadoras presentes em ambas as fases, eles confirmaram que as células cancerosas que causam recidiva são derivadas de células presentes no primeiro diagnóstico, na maioria dos casos em níveis reduzidos .

Para um paciente, os pesquisadores fizeram uma análise da remissão usando uma técnica chamada hibridização fluorescente in situ (FISH) e identificaram uma célula cancerígena presente em níveis baixos no momento do diagnóstico (0,4%), cujo genótipo realmente combinava com as células cancerosas dominantes (79,8%), observadas na recidiva de dez anos mais tarde.

Os resultados do estudo levantam a possibilidade de que os pacientes em risco de recidiva poderiam ser identificados pela detecção molecular sensível que detecta as células-tronco persistentes. "Pode ser possível examinar os pacientes assim que terminam o tratamento - geralmente de 2 a 3 anos após o diagnóstico - e determinar se eles ainda têm um reservatório de células-tronco leucêmicas e, portanto, potencial para recidiva", diz Frederik van Delft.

Fonte: Isaude.net
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