Ciência e Tecnologia
publicado em 09/06/2011 às 21h00:00
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Mulheres que fazem uso do dispositivo intra-uterino (DIU) imediatamente após aborto são menos propensas a ter gravidez indesejada do que aquelas que demoram a obter um DIU por várias semanas. É o que revela estudo de pesquisadores da Oregon Health & Science University, nos Estados Unidos. A pesquisa mostrou que o DIU é seguro e altamente eficaz. Entretanto o DIU é subutilizado em parte porque a política federal americana proíbe médicos de prestarem serviços de contracepção no momento de um aborto, relatam os pesquisadores.

"Uso imediato de qualquer método contraceptivo após o aborto tem sido associado a um risco reduzido de repetição de aborto , tendo o DIU como método mais eficaz. No entanto, a política federal faz com que o acesso ao DIU seja um desafio, especialmente para pacientes de baixa renda", disse a pesquisadora principal , Paula Bednarek.

A principal preocupação com a inserção de um DIU logo após um aborto é o risco de expulsão ou rejeição. No estudo, os investigadores descobriram que a taxa de expulsão após a inserção imediata não foi superior, mas estatisticamente inferior à da inserção tardia. "Nossos dados se somam ao corpo crescente de evidências de que o DIU é seguro e altamente eficaz, e apoia a expansão do acesso ao DIU a um número maior de mulheres", afirmou Bednarek.

Ensaio clínico

Para realizar a investigação, Bednarek e colegas registraram 575 mulheres com 18 anos de idade que sofreram aborto na Oregon Health & Science University. Elas foram divididas aleatoriamente em dois grupos: um recebeu DIU 15 minutos após o aborto e o outro recebeu DIU entre 2 e 6 semanas mais tarde.

Em seis meses, os investigadores constataram que 258 mulheres que receberam DIU imediatamente após o aborto não tiveram efeitos adversos significativos e não tiveram gravidez, e mais de 90% das mulheres ainda estavam usando o dispositivo.

Das 226 mulheres que se submeteram à inserção tardia, houve, igualmente, nenhum evento adverso significante, no entanto, cinco das 226 mulheres ficaram grávidas - todas estavam usando o DIU - e apenas 77% estavam usando o dispositivo após seis meses.

"Um número significativo de mulheres que foram aleatoriamente separadas para o grupo de inserção tardia não retornaram para obter um novo DIU e escolheram um método contraceptivo menos eficaz ou nenhum outro", explicou Bednarek.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   DIU    Aborto    Gravidez não-desejada    Oregon Health & Science University    Paula Bednarek   
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