Ciência e Tecnologia
publicado em 30/05/2011 às 21h00:00
   Dê o seu voto:

 
tamanho da letra
A-
A+

E studo realizado por pesquisadores do Children's Hospital Boston e por colaboradores de outras instituições tem dado novas perspectivas sobre os meios pelos quais as células ósseas se reproduzem em resposta a estresses mecânicos como o s exercício s . As descobertas estabelecem um caminho para desenvolv er novas estratégias de tratamento contra doenças caracterizadas pela baixa densidade óssea, como a osteoporose em adultos e a osteogênese imperfeita em crianças.

Matthew Warman e seus colegas criaram modelos de ratos para compreender melhor o papel d o gene Lrp5 no crescimento ósseo. Eles ainda não entenderam quais as funções exatas do gene , mas acreditam que ele ajude as células ósseas maduras ( osteócitos ) a responder às mudanças na carga mecânica e que chame para a produção de mais tecido ósseo quando necessário. As mutações que desligam o Lrp5 levam à osteoporose, enquanto outras, que ativam o Lrp5 em demasia ( mutações de alta massa óssea ), fazem com que os ossos se tornem extra fortes.

Utilizando um sistema que permitiu aos pesquisadores expressar seletivamente as mutações de alta massa óssea de Lrp5 em osteócitos, a equipe recriou com precisão nos ratos a resistência óssea aumentada observada em pacientes humanos com as mesmas mutações, mostrando que o Lrp5 funciona localmente no osso para regular a massa óssea.

"Essas mutações de alta massa óssea parecem enganar os osteócitos, as células ósseas mais maduras, fazendo-as pensar que não haviam feito uma quantidade suficiente de tecido ósseo. Este conhecimento deveria reforçar os esforços para desenvolver agentes farmacológicos que funcionem de forma semelhante às mutações de alta massa óssea, a fim de enganar as células ósseas para que façam mais tecido ósseo. Na verdade, várias empresas estão buscando essas estratégias, e nossos dados fornecem um forte apoio para a continuidade desta linha de investigação", disse Warman.

Os pesquisadores também descobriram que os efeitos do Lrp5 são bastante localizados. Ativam o Lrp5 para a mutação de alta massa óssea apenas nas células ósseas dos membros e não da coluna, assim, a densidade óssea aumentou apenas nos membros e não na coluna. " Estes resultados nos dizem que o Lrp5 realmente está funcionando em células ósseas maduras. Eles também nos dizem que atacar células de osso maduro pode ser o suficiente para aumentar a massa óssea e tratar doenças como a osteoporose e outras doenças de fragilidade do esqueleto", explica o pesquisador .

Além disso, a equipe não encontrou nenhuma ligação entre o Lrp5, a massa óssea e a serotonina, um composto mais conhecido por seu papel como um neurotransmissor no cérebro, mas que também é produzido nos intestinos. Isto não está de acordo com os estudos que tinham sugerido que o Lrp5 afeta a densidade óssea indiretamente através da produção de serotonina intestinal, em vez de diretamente de dentro do tecido ósseo em si.

As descobertas também levantam uma série de novas questões que merecem um estudo mais aprofundado. "Precisamos entender sobre quando podemos influenciar o Lrp5 a fim de induzir as células ósseas a construir mais tecido ósseo. Em nosso ratos, as mutações do Lrp5 que causavam o aumento da massa óssea estavam presentes desde o nascimento, enquanto que se quisermos projetar terapias para melhorar a resistência óssea em adultos com osteoporose, que estão na faixa de 60 ou 70 anos, seria preciso estudar o efeito de induzir as mutações de alta massa óssea em ratos idosos, em vez de ratos recém-nascidos. Nós também precisamos entender melhor quais os genes e proteínas que funcionam no fluxo da via de sinalização do Lrp5. E queremos ver se estratégias que que atacam o Lrp5 podem ajudar a aumentar a massa óssea e melhorar a resistência óssea em pessoas com condições hereditárias de fragilidade esquelética como a osteogênese imperfecta (OI). Mesmo que a utilização do Lrp5 para aumentar a formação óssea não resolva a causa genética pela qual uma criança tem osteogênese imperfecta, ele ainda pode ser útil para reduzir os altos índices de fraturas que estes pacientes têm comumente", observ a Warman.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Osteócitos    Células ósseas maduras    Lrp5    Osteoporose    Serotonina    Massa óssea    Mutação de alta massa óssea   
  • Indique esta NotíciaIndique esta Notícia
  • Indique esta NotíciaCorrigir
  • CompartilharCompartilhar
  • AlertaAlerta
Link reduzido: 
  • Você está indicando a notícia:
  • Para que seu amigo(a) receba esta indicação preencha os dados abaixo:

  • Você está informando uma correção para a matéria:


Receba notícias do iSaúde no seu e-mail de acordo com os assuntos de seu interesse.
Seu nome:
Seu email:
Desejo receber um alerta com estes assuntos:
osteócitos    células ósseas maduras    Lrp5    osteoporose    serotonina    massa óssea    mutação de alta massa óssea   
Comentários:
Comentar
Deixe seu comentário
Fechar
(Campos obrigatórios estão marcados com um *)

(O seu email nunca será publicado ou partilhado.)

Digite a letras e números abaixo e clique em "enviar"

  • Twitter iSaúde
publicidade
Jornal Informe Saúde

Indique o portal
Fechar [X]
  • Você está indicando a notícia: http://www.isaude.net
  • Para que seu amigo(a) receba esta indicação preencha os dados abaixo:

RSS notícias do portal  iSaúde.net
Receba o newsletter do portal  iSaúde.net
Indique o portal iSaúde.net
Notícias do  iSaúde.net em seu blog ou site.
Receba notícias com assunto de seu interesse.
© 2000-2011 www.isaude.net Todos os direitos reservados.