Ciência e Tecnologia
publicado em 09/05/2011 às 21h02:00
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Homens homossexuais têm maior prevalência de câncer em comparação com os homens heterossexuais, e lésbicas e mulheres bissexuais sobreviventes de câncer apresentam níveis mais baixos de saúde do que mulheres heterossexuais sobreviventes de câncer. Essas são as conclusões de um estudo realizado por pesquisadores da Boston University School of Public Health, nos Estados Unidos.

Conclusões do estudo lançam luz sobre os tipos de programas e serviços que são necessários para ajudar lésbicas, gays e bissexuais sobreviventes do câncer.

A maioria dos estudos de vigilância do câncer não fazem perguntas sobre orientação sexual, o que significa que há pouca informação sobre muitos sobreviventes do câncer identificados como gays, lésbicas ou bissexuais.

Esperando preencher esta lacuna de informação, o pesquisador Ulrike Boehmer e seus colegas examinaram a prevalência da sobrevivência ao câncer por orientação sexual na Califórnia. Eles também investigaram como a saúde dos sobreviventes do câncer varia de acordo com a orientação sexual.

Para o estudo, os pesquisadores somaram um total de 7.252 mulheres e 3.690 homens que relataram um diagnóstico de câncer na idade adulta. Os pesquisadores não encontraram diferenças significativas na prevalência de câncer por orientação sexual entre as mulheres, mas lésbicas e bissexuais sobreviventes do câncer foram de 2,0 e 2,3 vezes mais prováveis de relatar saúde ruim ou muito ruim em comparação com mulheres heterossexuais sobreviventes de câncer.

Entre os homens, os homens gays foram 1,9 vezes mais propensos a relatarem um diagnóstico de câncer do que os homens heterossexuais. Auto-relatos de homens sobreviventes do câncer não diferiram significativamente pela orientação sexual.

"Esta informação pode ser utilizada para o desenvolvimento de serviços para a comunidade lésbica, gay, bissexual", disse Boehmer. "Como mais homens gays se relatam como sobreviventes do câncer, precisamos acima de tudo programas para gays que se concentram na prevenção primária e detecção precoce do câncer. Como mais mulheres lésbicas e bissexuais sobreviventes do câncer relatam saúde mais debilitada do que mulheres heterossexuais, precisamos de programas e serviços que melhorem o bem-estar das lésbicas e bissexuais sobreviventes do câncer", afirmou.

Os pesquisadores notam que os resultados levantam questões que devem ser abordadas por estudos maiores a serem realizados no futuro.

Fonte: Isaude.net
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