A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que a proibição de importação de alimentos japoneses, por alguns países, é desnecessária. Segundo a agência, a Índia anunciou três meses de congelamento de importações, e a União Europeia reforçou medidas de controle sobre produtos alimentares do país asiático. De acordo com a OMS, o Japão tem testado seus produtos para apurar qualquer possibilidade de contaminação radioativa, e até o momento não existe nenhum perigo.
Especialistas da agência reconhem a preocupação da opinião pública, mas garantem que não há motivos para receio. A diretora de Saúde Pública da agência, Maria Neira, afirmou que ainda que houvesse radiação nos alimentos exportados, para correr risco o consumidor teria que ser exposto a uma grande quantidade durante um longo espaço de tempo.
A preocupação com o risco de contaminação radioativa aumentou após o anúncio pelo Japão de que o acidente com a usina nuclear de Fukushima Daiichi havia passado para o nível 7. O vazamento na central atômica ocorreu após o tsunami e o terremoto de 11 de março no país.
De acordo com analistas, a mudança equivale a 10% da gravidade do acidente nuclear de Tchernobil, o pior da história. A Agência de Segurança Nuclear do Japão afirmou que a reavaliação para o nível 7 reflete um aspecto técnico e não quer dizer que a situação tenha piorado desde o acidente de Fukushima.