Ciência e Tecnologia
08.04.2011
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Danos a rins transplantados são menos comuns e menos graves que no passado

Estudo de cinco anos mostra que menos órgãos são afetados pela cicatrização progressiva, que pode levar à falência do transplante

 
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Danos progressivos a rins transplantados são menos frequentes e menos graves do que antes. É o que revelam dados do maior estudo de longo prazo de pacientes renais transplantados publicado até à data, realizado por pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos.

A pesquisa, que envolveu 797 pacientes transplantados entre 1998 e 2004 e acompanhados por pelo menos cinco anos, mostra que 87% dos pacientes apresentam sinais leves ou nenhum sinal de danos progressivos de cicatrização do órgão transplantado em uma biópsia realizada um ano após o transplante. Esse número diminui apenas ligeiramente na marca de cinco anos (83 %). Em contraste, os estudos de pacientes transplantados no início de 1990 sugerem que a maioria dos rins transplantados foram afetados pela cicatrização progressiva, que levou à falência do transplante.

"Estes resultados são significativos e incentivadores para quem está preocupado com a sobrevivência a longo prazo de pacientes transplantados renais", disse o cirurgião Mark Stegall. "Nossos resultados sugerem que os rins transplantados podem funcionar melhor do que relatórios de épocas anteriores têm indicado."

Os pacientes do estudo receberam um transplante de rim na Mayo Clinic em Rochester, Minnesota. Como parte dos cuidados normais de acompanhamento, os pacientes foram encorajados a regressar para exames quatro meses, um ano, dois anos e cinco anos após o transplante.

Biópsias do rim, assim como medidas da função renal e outros testes, foram realizados rotineiramente. Embora menos pacientes tenham retornado para exames ao longo do tempo, um subgrupo de 296 pacientes foram submetidos a biópsias nas marcas de um ano e cinco anos após o transplante, permitindo que os pesquisadores controlassem diretamente as alterações no rim ao longo do tempo.

Com base nessas informações, os pesquisadores descobriram que 47 % dos pacientes tinham fibrose mínima (cicatriz) e 40 % tinham fibrose leve (87 % total), um ano após o transplante.

Cinco anos após o transplante, os números mudaram pouco, com 38 % dos pacientes com fibrose mínima e 45 % fibrose leve (83 % total). Os resultados foram semelhantes para os rins transplantados de doadores vivos e mortos.

Stegall explica que a fibrose mínima ou leve não interfere significativamente com a função renal. No entanto, o desenvolvimento de graves cicatrizes interfere com a capacidade dos rins de funcionar e pode resultar na realização de diálise ou em um segundo transplante.

A chave do estudo foi que as biópsias foram tomadas rotineiramente em exames pós-transplante. "Essa informação nos permitiu entender melhor o que acontece ao longo dos cinco anos", disse o pesquisador Walter Park. "Nós sabemos agora que quando os pacientes têm fibrose leve um ano após a cirurgia, isso não significa que ele irá evoluir para fibrose severa em cinco anos."

A equipe de investigação vai prosseguir o seu trabalho para saber mais sobre por que alguns ainda desenvolvem problemas nos rins e como evitá-los. Eles também estão interessados em determinar se os rins que estão funcionando bem cinco anos após o transplante ainda estão propensos a lesões mais tarde.

Fonte: Isaude.net
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