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publicado em 07/04/2011 às 13h30:00
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Apesar de conhecida desde 1.350 a.C. e tratável com o simples uso de comprimidos, 370 mil novos casos de hanseníase foram notificados no Brasil entre 2001 e 2008, média de 46 mil por ano. Um dos principais motivos é que cerca de 30% dos postos de saúde do país ainda não estão aptos a fazer o diagnóstico precoce.

" Nós somos um dos poucos países que ainda não eliminaram a doença como problema de saúde pública" , afirma o pesquisador Alexsandro Cosme Dias, autor da dissertação de mestrado " Avaliação do Desempenho do Programa de Eliminação da Hanseníase" . Seu trabalho revela a preocupante situação operacional do Programa Nacional de Controle da Hanseníase, realizado pelo Ministério da Saúde.

Segundo Alexsandro, o maior problema está na atenção básica, que ainda não é capaz de executar as orientações do Ministério da Saúde. Para fazer sua pesquisa, Alexsandro entrevistou 762 profissionais que atuam na Estratégia de Saúde da Família (ESF) em 21 das 206 cidades consideradas prioritárias para o tratamento da doença. Os questionários foram aplicados nas cinco regiões brasileiras, de maio de 2006 a setembro de 2007.

Os resultados mostram ações ineficientes na prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. Do total, 30% das equipes entrevistadas não realizam o diagnóstico de hanseníase. Dentre as equipes que realizam, apenas 29% fazem o diagnóstico pelo exame dermatoneurológico, considerado pelo Ministério da Saúde como método mais completo na avaliação clínica dos casos. A segunda dose da vacina BCG, utilizada para o controle dos contatos, é administrada por apenas 37,5% das equipes que participaram do estudo.

A região Norte é a que apresenta a maior incidência da doença e a menor realização de atividades de controle, realizadas por apenas 65% das equipes locais. Nas outras regiões, esse índice é de 90%, em média.

Como recomendações para qualificar o Programa de Controle da Hanseníase nos municípios, Alexsandro aponta algumas medidas: melhorar o acesso às ações do programa por meio da ampliação da atenção básica; treinamento de profissionais para o diagnóstico e tratamento da doença; simplificar a logística para aquisição de medicamentos nas áreas de maior incidência; e integrar as ações da atenção básica aos serviços de referência. O pesquisador também destaca a importância das campanhas educativas para eliminar o estigma em torno da doença e conscientizar a população sobre os primeiros sintomas.

Para o professor Edgar Hamann, orientador da dissertação, um dos principais pontos do estudo é a dificuldade no diagnóstico da hanseníase. " Os profissionais ainda não se sentem seguros para fazer o diagnóstico precoce da doença" , afirma. Segundo o professor, um treinamento mais adequado ajudaria muito os profissionais da atenção básica.

O Ministério da Saúde foi informado sobre as conclusões da pesquisa, mas preferiu se pronunciar só após analisar a íntegra da dissertação, que tem mais de 100 páginas.

Fonte: UnB AGÊNCIA
   Palavras-chave:   Hanseníase    Atendimento    UnB    Posto de saúde   
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