Ciência e Tecnologia
publicado em 04/04/2011 às 20h35:00
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Cientistas descobriram que a droga digoxina - geralmente utilizada no tratamento contra insuficiência cardíaca - pode ser uma possível terapia contra o câncer de próstata, utilizando uma combinação de ciência laboratorial e epidemiologia, inédita em sua natureza cooperativa.

"Os epidemiologistas e cientistas básicos muitas vezes não se entendem, como nós, muitas vezes só somos claros em nossas próprias forças e nas fraquezas do outro", disse Elizabeth Platz, professora de epidemiologia da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Para o estudo atual, Platz divide a autoria com Srinivasan Yegnasubramanian, professor de oncologia da mesma universidade. Platz disse que a equipe multidisciplinar de cientistas se reuniu para identificar drogas existentes que poderiam ser usadas para tratar câncer de próstata em um processo chamado reposicionamento de drogas.

"Se você usar drogas que já estão disponíveis, então você tem uma longa história de pesquisas sobre a segurança que não precisam ser refeitas e podemos avançar mais rapidamente para testar se a droga realmente funciona em um novo cenário", disse Platz.

A ideia do reposicionamento de drogas tinha sido oferecida antes, mas cada ramo de investigação científica teve falhas suficiente para que ela não tenha anteriormente ganhado impulso substancial. "Quando combinamos a ciência básica e as abordagens da epidemiologia, as falhas não eram as mesmas e eram cobertas por suas respectivas forças", disse ela.

Platz, Yegnasubramanian e colegas das universidades Johns Hopkins e Harvard combinaram um exame de alta capacidade baseado em laboratório e um grande estudo de grupo prospectivo.

Na primeira fase, os cientistas laboratoriais realizaram um teste in vitro da toxidade das células do câncer de próstata de 3.187 compostos, e a digoxina, uma conhecida droga contra a falha cardíaca, emergiu como um dos principais candidatos devido a sua potência em inibir a proliferação celular in vitro.

Na segunda etapa, a equipe de epidemiologia observou o uso da droga em um grupo de 47.884 homens que foram seguidos de 1986 a 2006. Usuários regulares de digoxina apresentaram um risco 24 % menor de câncer de próstata, enquanto aqueles que tinham usado a droga por mais de 10 anos tiveram um risco 46 % menor.

Platz disse que esta equipe multidisciplinar está trabalhando agora para identificar as vias que a digoxina tem como alvo no câncer de próstata. Conhecer as metas vai ajudar a fornecer dados para um julgamento que irá confirmar se a digoxina ou moléculas que atuam sobre os mesmos alvos tem utilidade como tratamento de câncer de próstata.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Câncer de próstata    Digoxina    Universidade Johns Hopkins    Elizabeth Platz   
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