Ciência e Tecnologia
publicado em 25/03/2011 às 14h05:00
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Foto: Len Rubenstein
Todd Golub, diretor do Programa de Câncer do Instituto Broad, nos Estados Unidos, um dos autores do estudo
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Todd Golub, diretor do Programa de Câncer do Instituto Broad, nos Estados Unidos, um dos autores do estudo

Cientistas acabam de revelar o retrato mais abrangente da genética do mieloma múltiplo, uma forma de câncer que afeta os plasmócitos, células do sangue. A novidade foi publicada na edição desta quinta-feira (24/3) da revista Nature. A pesquisa envolveu o sequenciamento e análise dos genomas de 38 amostras de câncer e pode ajudar no desenvolvimento de possíveis terapias para esta doença incurável. A taxa de sobrevivência do mieloma múltiplo após cinco anos é de menos de 40%.

A doença começa na medula óssea, onde plasmócitos, que normalmente produzem anticorpos, tornam-se malignos, atingindo células normais e ossos. Não se sabe a causa da doença, que pode se desenvolver em pessoas sem fatores de risco conhecidos e mesmo sem histórico familiar.

O retrato genômico do mieloma múltiplo revela genes que até então não haviam sido associados com o câncer. " Esses genes, que sofrem mutações frequentemente, não estavam em nossos radares quando pensávamos tanto em mielomas como em cânceres em geral" , disse Todd Golub, diretor do Programa de Câncer do Instituto Broad, nos Estados Unidos, um dos autores do estudo.

Os cientistas também identificaram mutações genéticas múltiplas que interferem nas reações químicas normais em uma célula. Segundo eles, individualmente cada uma dessas mutações é bem incomum e provavelmente continuaria desconhecida se não fosse pela análise de uma grande coleção de amostras.

No novo trabalho, os pesquisadores analisaram 38 portadores de mieloma múltiplo e compararam seus genomas com os genomas de seus tumores.

" Essa pesquisa mostra que há genes que causam câncer e que são totalmente desconhecidos e que certamente serão descobertos por meio dos estudos com as novas técnicas genômicas" , disse Golub.

Todos os dados do projeto serão tornados públicos para que possam ser acessados por qualquer cientista. Os dados estarão no repositório dbGaP (www.ncbi.nlm.nih.gov) e os autores da pesquisa criaram outro serviço na internet, o Multiple Myeloma Genomics Portal (www.broadinstitute.org/mmgp) para dar suporte à análise e visualização dos dados.

Fonte: FAPESP
   Palavras-chave:   Mieloma    Genética    Genoma    Câncer    Sangue    Plasmócitos   
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