Ciência e Tecnologia
publicado em 03/03/2011 às 13h30:00
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Foto: Arquivo/Ascom/UFPE
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Pesquisadores Luiz Claudio Arraes (UFPE/Imip), à esquerda, e Sergio Crovella (UFPE), coordenadores do trabalho, divulgaram os resultados obtidos durante a primeira fase da pesquisa Pesquisador Sergio Crovella (UFPE)
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Pesquisadores Luiz Claudio Arraes (UFPE/Imip), à esquerda, e Sergio Crovella (UFPE), coordenadores do trabalho, divulgaram os resultados obtidos durante a primeira fase da pesquisa
Pesquisador Sergio Crovella (UFPE)

Pesquisadores brasileiros conseguiram identificar uma proteína que pode ajudar no desenvolvimento de uma vacina para o tratamento da Aids. O trabalho dos cientistas da USP, UFRJ e UFPE está em desenvolvimento há dez anos, e agora pode ser uma nova esperança para os portadores da doença.

A vacina terapêutica brasileira não é preventiva, mas pode melhorar a qualidade de vida dos portadores. Os resultados dos testes, realizado em dezoito pessoas com o vírus, mostrou que a metade delas teve a carga viral reduzida próximo de zero.

A grande dúvida dos estudiosos foi saber por que um grupo obteve melhores resultados com o uso da medicação que o outro, e a resposta foi encontrada fatores genéticos. Segundo os especilistas, as celulas de defesa dos pacientes que tiveram maior redução na carga viral, produzem uma quantidade maior de uma determinada proteína, conhecida como NALP.

De acordo com o professor da UFPE, Sérgio Crovella, "o papel desta proteína é reconhecer o HIV vírus e chamar a atenção de outras proteínas inflamatórias que geram a cascata de eventos moleculares, visando à destruição do vírus" .

Diário de Pernanbuco
Pesquisadores brasileiros apresentam resultados de vacina contra aids

Ao identificar a presença dessa proteína nas células de defesa, os cientistas desenvolveram um marcador genético que permite identificar aqueles pacientes que possuem maior resistência e aqueles que são mais vulneráveis ao vírus HIV.

A descoberta vai definir o critério de seleção dos doentes para os estudos e poderá melhorar a qualidade da vacina. O mais novo passo em direção à vacina terapêutica está sendo comemorado pela comunidade científica.

" Essa descoberta é fundamental, uma vez que já não se morre mais do HIV, e sim dos efeitos colaterais provocados pelas drogas administradas para controlar a carga viral" , explicou Crovella.

A primeira fase da pesquisa, iniciada em 2001 com apoio da França, foi desenvolvida a partir de um universo de 18 voluntários portadores do vírus HIV que não apresentavam sintomas da doença e não recebiam nenhum tipo de tratamento medicamentoso. O trabalho desenvolveu uma abordagem inédita no mundo científico: o estudo do genoma dos pacientes a fim de identificar como os fatores individuais do hospedeiro (paciente infectado) interferem nos efeitos da vacina. Para isso, os pesquisadores isolaram os monócitos (células não atingidas pelo vírus) dos pacientes e, in vitro, transformaram em células dendríticas (processo com duração de uma semana), componentes sanguíneos responsáveis por acionar o sistema imunológico e que apresentam mau funcionamento em portadores de HIV.

A pesquisa da imunovacina terapêutica contra o HIV, desenvolvida por pesquisadores da UFPE, demonstra os melhores resultados do mundo. O uso de células dendríticas já é observado para tratamentos de hepatite, tumores renais e melanomas.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Aids    HIV    Vacina Terapêutica    Proteína    Descoberta   
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Comentários:
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Paulo
postado em:
26/05/2012 13:42:56
Muito bom esse avanço paras port do hiv parabens Ao Dr. Sergio e espero que as vacinas cheguem logo.
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