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publicado em 23/02/2011 às 03h00:00
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Gretchen Birbeck, professora associada de Neurologia e Oftalmologia
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Gretchen Birbeck, professora associada de Neurologia e Oftalmologia

Pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, lançaram estudo para avaliar os riscos do tratamento de convulsões em pacientes HIV-positivos.

Dados da pesquisa podem fornecer maior compreensão sobre possíveis interações entre as drogas antiepilépticas e medicamentos anti-retrovirais que podem tornar os medicamentos contra o HIV menos eficazes ou a própria doença resistente as drogas.

Apesar de a convulsão ser um dos sintomas neurológicos mais comuns entre os pacientes HIV-positivos, pouco se sabe para orientar médicos que procuram tratar os ataques com drogas antiepilépticas.

Para este fim, a líder do estudo, Gretchen Birbeck, deu início a um estudo com grupos de pacientes na Zâmbia, na África, onde as taxas de epilepsia e AIDS são altas.

"Iremos identificar pessoas que são HIV positivas e que tiveram crises epiléticas. Em seguida, as seguiremos ao longo do tempo através das clínicas, onde recebem tratamento para o HIV. Em cada visita, vamos reavaliar se eles tiveram novas crises, se tem necessitado de medicamentos contra convulsões crônicas e se estão tomando os medicamentos para o HIV", afirmou Birbeck.

Para a equipe de pesquisa, uma parte crítica do estudo é determinar se o duplo fardo de tratar HIV e convulsões, ao mesmo tempo, afeta a eficácia dos medicamentos anti-retrovirais ou torna o HIV resistente aos medicamentos.

A questão, Birbeck explica, são as drogas antiepilépticas utilizadas na Zâmbia e em grande parte do mundo em desenvolvimento que pertencem a uma classe de medicamentos conhecidos como indutores de enzimas.

"Tomar medicamentos indutores de enzimas leva o organismo a acelerar o metabolismo de algumas outras drogas", disse Birbeck. "Entre as drogas potencialmente afetadas estão os anti-retrovirais."

"Assim, um paciente que toma dois medicamentos pode estar tomando uma dose de anti-retrovirais que está sendo metabolizado muito rapidamente, colocando-o em risco de mau funcionamento da droga, desenvolvimento da AIDS e até mesmo morte", acrescentou ela.

A interação também pode aumentar o risco de que em uma pessoa HIV-positiva tomando drogas antiepilépticas, o vírus desenvolva resistência aos fármacos que estão presentes em doses muito baixas para matá-lo. Se isso ocorre, explicou Birbeck, uma forma de HIV pode ser transmitida a pessoas não infectadas que não respondem aos medicamentos disponíveis.

"Este estudo é fundamental para auxiliar os médicos a determinar se e quando iniciar o tratamento crônico de crises epiléticas em pessoas com HIV e para determinar se o uso dos medicamentos para o HIV e para epilepsia podem estar levando a interações medicamentosas problemática", observou Birbeck.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   HIV    Convulsões    Antiepilépticas    Anti-retrovirais    Universidade Estadual de Michigan   
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