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publicado em 13/02/2011 às 13h00:00
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O xarope de milho rico em frutose tornou-se o adoçante mais comumente adicionado aos alimentos processados. Muitos especialistas acreditam que este aumento na dieta esteja correlacionado com a epidemia crescente da obesidade. Agora, novas pesquisas na Universidade de Saúde e Ciência do Oregon (OHSU), Estados Unidos, demonstram que o cérebro - que serve como um controle mestre para o peso corporal - reage diferentemente à frutose em comparação com outro adoçante comum, a glicose.

"Sabemos, a partir de modelos animais, que o cérebro responde de forma única a diferentes nutrientes e que estas respostas podem determinar o quanto comemos", disse Jonathan Purnell, professor associado de medicina na OHSU.

"Com novas tecnologias, como a ressonância magnética funcional, podemos analisar como a atividade cerebral em seres humanos reage quando exposto a, digamos, carboidratos ou gorduras. O que encontramos neste caso é que a resposta do cérebro à frutose é muito diferente da resposta à glicose, que é menos suscetível de promover ganho de peso".

A ressonância magnética funcional permite aos pesquisadores observar a atividade cerebral em tempo real. Para realizar a pesquisa, os participantes de peso normal foram analisados depois que receberam uma infusão de frutose, glicose ou solução salina. Quando as varreduras do cérebro decorrentes desses três grupos foram comparados, os cientistas observaram diferenças.

A atividade cerebral do hipotálamo, uma área do cérebro envolvida na regulação da ingestão de alimentos, não foi afetada por uma frutose ou glicose. Entretanto, a atividade nas áreas de controle cortical do cérebro mostraram resposta oposta durante infusões de açúcares. A atividade nessas áreas foi inibida quando as pessoas receberam frutose, mas ativada durante a infusão de glicose.

Esta é uma descoberta importante, pois essas áreas do cérebro de controle incluem sítios que são considerados importantes na determinação de como reagimos ao saborear a comida, cheiros e imagens.

"Este estudo fornece evidências em humanos que a frutose e a glicose provocam respostas opostas no cérebro. Ele suporta a pesquisa com animais que mostram resultados similares e ligações da frutose com a obesidade", acrescentou Purnell.

"Para os consumidores, nossos achados corroboram as recomendações atuais que as pessoas se conscientizem acerca dos adoçantes de suas bebidas e refeições e não abuse do alto teor de frutose e de alimentos processados".

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Obesidade    Frutose    Glicose    Adoçante    Cérebro    Nutrientes   
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