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publicado em 09/02/2011 às 17h00:00
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A Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam) começa a avaliar os riscos de disseminação de cólera no estado a partir do acampamento de cerca de 600 haitianos refugiados em Tabatinga, na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru.

Equipe da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), permaneceu no município até esta quarta-feira realizando visitas de campo e entrevistas de diagnóstico. O grupo de investigação é formado por um infectologista, um epidemiologista e um técnico de laboratório.

Além de avaliar as casas e acampamentos improvisados montados pelos haitianos, os técnicos visitarm o Hospital de Guarnição do Exército, que atende a população local, o Laboratório de Fronteiras, responsável pelo monitoramento de doenças na região, e instituições de apoio aos refugiados, como a Pastoral do Migrante. Todas as informações servirão para subsidiar o reforço a medidas de bloqueio e, se necessário, novas estratégias para evitar a reintrodução da cólera no Brasil. O Haiti foi afetado por uma epidemia da doença, com mais de 2 mil mortes e 11 mil doentes.

O diretor presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, que coordena a equipe enviada a Tabatinga, informa que a maior preocupação das autoridades de saúde do estado é com os portadores assintomáticos do Vibrio cholerae, que causa a doença. O período de incubação da cólera é de cinco a sete dias. " No entanto, parte dos portadores da bactéria não apresenta sintomas" , explica. Sem tratamento, essas pessoas podem permanecer eliminando a bactéria por meio das fezes, com consequente contaminação de água e alimentos por via direta ou por insetos, como as moscas" . A transmissão da doença é facilitada por condições precárias de higiene e deficiências no saneamento básico.

Prevenção

Bernardino Albuquerque informa que entre as medidas de prevenção à doença está o uso de hipoclorito de sódio na água de consumo doméstico. O produto, disponibilizado em frascos de fácil manuseio, já foi encaminhado à Tabatinga pela Susam.

O Laboratório de Fronteiras vai incorporar à sua rotina testes para identificação do vibrião colérico e o monitoramento ambiental, com a coleta sistemática de amostras de água de igarapés próximos dos locais de moradia dos refugiados, começará a ser feito a partir de agora, para identificação da bactéria no meio ambiente.

A Secretaria Municipal de Tabatinga já recebeu da FVS uma Nota Técnica sobre a cólera, com a recomendação de alerta para pacientes com os sintomas, especialmente a diarréia, e imediato registro no sistema estadual de controle das Doenças Diarreicas Agudas.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Cólera    Haiti    Amazonas    Susam    Tabatinga   
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