Em 2010, o estado de Roraima registrou 22.597 casos de diarreias. De acordo com os dados do Sistema de Informações de Vigilância Epidemiológica (Sivep) em 2009, foram 21.539. Um aumento de 1.058 casos, quase 5%.
Segundo a técnica do Núcleo Estadual de Controle das Doenças de Transmissão Hídrica Alimentar, Teonília Loula, os casos registrados em 2010 ainda podem aumentar, pois nem todos os municípios realizam o registro dos casos em tempo hábil. " Isso impede a análise epidemiológica e com isso, fica difícil a investigação de um surto" , afirma.
Teonília explica que, apesar de o estado registrar mais de 22 mil casos de doenças diarreicas durante um ano, os números são baixos, pois muitos casos são subnotificados. Ou seja, as pessoas acham que a diarreia não é tão grave a acabam tomando remédios caseiros. " Outro problema está em algumas Unidades Básicas de Saúde [UBS] que deixam de registrar no sistema alguns casos da doença" , frisou.
A recomendação é que em caso de diarreia, a população procure a unidade de saúde mais próxima. No local, o paciente será atendido pelo profissional de saúde que solicitará exames que identificarão que vírus, bactéria ou parasita causou a diarreia e assim, realizar o tratamento.
A técnica do Núcleo Estadual de Controle das Doenças de Transmissão Hídrica Alimentar destaca que, apenas com a intensificação do monitoramento dos casos das doenças diarreicas agudas, os profissionais de saúde poderão detectar que tipo de doença está atingido à localidade, inclusive casos de cólera, e o que está provocando tal doença. " A doença pode ser provocada por vírus ou bactérias e estarem presentes na água ou alimentos" , explica.