Ciência e Tecnologia
publicado em 02/02/2011 às 02h00:00
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Foto: Virginia-Maryland Regional College of Veterinary Medicine
Dr. S. Ansar Ahmed (à esquerda), e Rujuan Dai, cientista de pesquisa na faculdade de veterinária
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Dr. S. Ansar Ahmed (à esquerda), e Rujuan Dai, cientista de pesquisa na faculdade de veterinária

Pesquisadores da Virginia Polytechnic Institute and State University, nos Estados Unidos, descobriram um conjunto de miRNAs desregulados presente em vários modelos de lúpus. Descoberta pode levar a uma melhor compreensão e impactar futuros diagnósticos e tratamentos da doença.

A fim de compreender melhor os fatores epigenéticos nas causas do lúpus, os investigadores focaram seu trabalho sobre o microRNA (miRNA), procurando determinar prejuízos potenciais da regulação genética. Estes pequenos RNAs controlam a expressão gênica regulando diretamente RNAs mensageiros alvos através da inibição da sua tradução ou induzindo sua degradação.

"Micro- RNAs desempenham essas funções de forma ordenada. Os glóbulos brancos usam o miRNA para regular anticorpos e outras proteínas em resposta à infecção ou qualquer tipo de agressão", afirmou o pesquisador S. Ansar Ahmed.

Os pesquisadores escolheram três linhagens de camundongos propensos a doenças autoimunes que possuem genomas diferentes e manifgestam lúpus em diferentes idades.

Os resultados mostram que todas as três linhagens de lúpus manifestam um padrão comum de miRNAs desregulados, apesar das diferenças em seus genes básicos.

Esta expressão de miRNAs tornou-se evidente apenas na idade em que os ratos manifestaram a doença.

A identificação destes miRNAs comuns apresenta uma nova forma de compreensão do desenvolvimento do lúpus. Os investigadores defendem que o presente estudo tem potencial para abrir uma nova abordagem para o diagnóstico e tratamento da doença, alterando miRNAs específicos do lúpus em linfócitos.

Futuro

"A curto prazo queremos utilizar o nosso melhor entendimento da doença para desenvolver uma ferramenta em forma de marcadores moleculares para diagnóstico precoce e confiável", disse Ahmed. O objetivo a longo prazo é oferecer abordagens terapêuticas inteiramente novas, como a manipulação de miRNA relacionado ao lúpus, para corrigir situações patológicas.

Tendo identificado que as assinaturas do miRNA mudam no lúpus, o próximo passo dos pesquisadores é para provar que eles realmente podem desligar a doença.

"Se pudermos fazer isso em um modelo do rato e, em seguida, curar os outros animais, esperamos que um dia isso possa ser feito em humanos", observou Ahmed.

Fonte: Isaude.net
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