Profissão Saúde
publicado em 23/01/2011 às 14h00:00
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Médicos que são bons comunicadores tomam decisões mais rápidas e mais acertadas sobre o tratamento com doentes terminais. Esse foi o resultado da pesquisa realizada pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. O estudo revelou que profissionais que não discutem medidas de apoio à vida com pacientes críticos demoram cerca de duas semanas a mais para decidir abandonar uma intervenção médica do que aqueles que tiveram conversas prévias sobre o assunto.

Além disso, foi percebido também que com essa ação, os parentes do paciente se tornam mais confiantes para atuar como substitutos na tomada de decisão.

"Esta é a primeira evidência de que a forma como o médico orienta os membros da família, através de um quadro de doença crítica, pode influenciar sua capacidade de agir como um substituto", afirma o investigador sênior do estudo, Douglas B. Branco. Ele acrescenta que ensinar os médicos a serem melhores comunicadores pode ser um passo importante na melhoria das decisões para pacientes no fim da vida. " O estudo também reforça o valor das conversas prévias entre pacientes, familiares, para que eles possam se sentir confortáveis com as decisões sobre os cuidados médicos."

O estudo, realizado entre 2005 e 2008, contou com a participação de 230 médicos que tomavam decisões em nome de pacientes incapacitados em respiradores com mais de 50 % de chance de morrer.

Foi observado que aqueles que não tiveram uma conversa prévia com o paciente sobre as preferências do tratamento foram menos confiantes sobre a tomada de decisões e levaram 40 % mais de tempo - 33 dias versus 21 dias - para decidir descontinuar o suporte de vida.

"Este prolongamento do processo da morte pode não ser o melhor interesse dos pacientes e coloca uma enorme pressão sobre o sistema de saúde", observou White.

Os pesquisadores concluíram que os resultados indicam que as conversas informais entre os pacientes e suas famílias podem ser muito importantes tanto para decisões centradas no paciente, quanto para o conforto da família com a enorme responsabilidade de ser um substituto na tomada de decisão.

Fonte: Isaude.net
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