Ciência e Tecnologia
publicado em 23/01/2011 às 12h00:00
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Foto: Universidade de Toronto
Autora do estudo, Esme Fuller-Thomson da Universidade de Toronto
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Autora do estudo, Esme Fuller-Thomson da Universidade de Toronto

Filhos adultos de pais divorciados são mais propensos a considerarem seriamente o suicídio do que filhas e do que aqueles de famílias unidas. É o que sugere uma nova pesquisa realizada na Universidade de Toronto, no Canadá.

O estudo examinou as diferenças específicas de gênero em uma amostra de 6.647 adultos, dos quais 695 tinham passado pelo divórcio dos pais antes dos 18 anos de idade. A pesquisa revelou que os homens de famílias divorciadas apresentaram três vezes mais chances de terem pensamentos suicidas em comparação com os homens cujos pais não tinham se divorciado. Filhas adultas de pais divorciados tiveram 83 % maior probabilidade de ideias suicidas do que filhas que não tinham experimentado o divórcio dos pais.

A ligação entre divórcio e pensamentos suicidas era particularmente forte em famílias em que outros fatores como a dependência dos pais, abuso físico e desemprego também ocorreram na infância.

Para as mulheres que não tinham experimentado estas experiências adversas na infância, a associação entre o divórcio dos pais e o pensamento suicida não era mais significativa. No entanto, mesmo na ausência desses estressores na infância, os homens que tinham vivido o divórcio dos pais tinham duas vezes mais probabilidades de considerarem seriamente o suicídio em algum momento de suas vidas.

"Este estudo sugere que as vias que ligam o divórcio dos pais à ideia suicida são diferentes para homens e mulheres. A associação entre o divórcio dos pais e pensamentos suicidas nos homens foi inesperadamente forte, mesmo quando ajustados para outros estressores na infância, status socioeconômico, depressão e ansiedade", observou a líder do estudo, Esme Fuller-Thomson.

Explicações sobre o porquê dos homens serem mais impactados negativamente pelo divórcio dos pais são variadas. No entanto, os investigadores acreditam que poderia ser devido à ausência de contacto com um pai, que pode ocorrer após o divórcio. Estudos prévios têm vinculado a perda de figuras paternas com resultados adversos no desenvolvimento dos meninos.

Fuller-Thomson adverte que os resultados do estudo não são destinados a colocar os pais que se divorciam em pânico.

A equipe de pesquisa lembrou que os resultados precisam ser confirmados por outros autores utilizando dados prospectivos, antes de qualquer recomendação de saúde pública possa ser feita.

Fonte: Isaude.net
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