Ciência e Tecnologia
publicado em 12/01/2011 às 02h00:00
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Foto: Virginia Polytechnic Institute
A líder do estudo Amy Pruden da Virginia Polytechnic Institute and State University
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A líder do estudo Amy Pruden da Virginia Polytechnic Institute and State University

Pesquisas demonstraram que até 90% dos aintibióticos não são metabolizados pelo corpo e recentes estudos apontam a poluição como nova forma de contribuição para a resistência bacteriana aos medicamentos.

Cientistas da Virginia Polytechnic Institute and State University, nos Estados Unidos, descobriram que as drogas podem deixar o corpo quase intactas através das funções corporais normais e que, no caso das áreas agrícolas, os antibióticos excretados podem então entrar em ambientes como córregos e rios através de uma variedade de maneiras. Estas descargas na natureza se tornam, assim, fontes potenciais de genes de resistência a antibióticos.

"A presença de antibióticos, mesmo em concentrações sub-inibidoras, pode estimular o metabolismo bacteriano e assim contribuir para a seleção e manutenção de genes de resistência a antibióticos", explica a pesquisadora Amy Pruden. "Uma vez que estão presentes nos rios, os genes de resistência a antibióticos são capazes de serem transferidos entre as bactérias, incluindo patógenos, através da transferência horizontal de genes."

Os pesquisadores acreditam que reduzir a propagação da resistência aos antibióticos é uma medida crítica necessária para prolongar a eficácia dos antibióticos atualmente disponíveis.

Em seu trabalho Pruden e seus co-autores identificaram padrões específicos de ocorrência do gene de resistência aos antibióticos em uma bacia hidrográfica do Colorado, nos Estados Unidos.

Eles afirmam que tais padrões originais de ocorrência de genes de resistência aos antibióticos representam assinaturas moleculares promissoras, que podem então ser utilizadas como traços de fontes específicas criadas pelo homem.

Em seu estudo, eles identificaram três estações de tratamento de plantas, seis locais de operação de alimentação animal e três locais adicionais ao longo de uma região intocada do Rio Poudre. Eles compararam a frequência de detecção de genes resistentes a antibióticos, sulfonamida 11 e tetraciclina.

As descobertas mostraram a detecção de um gene de resistência a antibióticos em 100% da estação de tratamento e operações de alimentação animal, mas apenas uma vez na parte limpa do Rio Poudre.

Como eles são capazes de diferenciar entre as fontes humanas e animais dos genes de resistência antibiótica, Pruden e seus colegas acreditam que podem lançar luz sobre as áreas onde a intervenção pode ser mais eficaz para ajudar a reduzir a propagação desses contaminantes por meio de matrizes ambientais, como solos, águas subterrâneas, águas superficiais e sedimentos.

Fonte: Isaude.net
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