Ciência e Tecnologia
publicado em 09/01/2011 às 12h20:00
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As mulheres que têm esclerose múltipla (EM) são mais propensas a ter um gene associado com a doença que os homens com a mesma condição e é esta região do gene que interage com o ambiente genético, de acordo com um estudo publicado edição on-line do Neurology, jornal médico da Academia Americana de Neurologia.

A pesquisa mostrou que o número de pessoas diagnosticadas com EM tem aumentado e a taxa tem crescido mais rapidamente entre as mulheres do que entre os homens.

A causa da esclerose múltipla não é conhecida, mas a evidência sugere que seja desencadeada por fatores ambientais em pessoas que são geneticamente suscetíveis à doença.

O principal gene associado com a EM é o antígeno leucocitário humano (HLA) de classe II, mas a maior parte do risco provém da interação de ambos os genes dos pais.

O estudo analisou os genes HLA de 1.055 famílias com mais de uma pessoa com esclerose múltipla. Os genes de 7.093 pessoas foram testados, incluindo 2.127 pessoas com EM. Os pesquisadores analisaram o que os genes HLA representavam para as pessoas com e sem EM, se as pessoas herdaram o gene de suscetibilidade da sua mãe ou seu pai e qual a relação entre as pessoas da mesma família com EM.

Os pesquisadores descobriram que mulheres com EM foram 1,4 vezes mais propensas a ter a variante do gene HLA associados à doença do que os homens. Um total de 919 mulheres e 302 homens tinha a variante do gene HLA, em comparação com 626 mulheres e 280 homens que não têm a variante.

Isso se encaixa com outras pesquisas que mostram que o ambiente interage com esta região do gene para produzir modificação no risco associado a ele. Este parece ser um mecanismo epigenético.

"Nossos resultados também mostram que mulheres com a variante do gene HLA têm mais probabilidade de transmitir o gene variante para outras mulheres da família do que para homens", disse autor do estudo George C. Ebers, da Universidade de Oxford no Reino Unido e membro da Academia Americana de Neurologia.

Os pesquisadores também determinaram que os parentes de segundo grau, como tios e seus sobrinhos, tinham maior probabilidade de herdar o gene variante que parentes de primeiro grau, como irmãos ou pais e filhos.

"Parece que quanto menor a partilha genética entre os indivíduos, maior é a interação entre o sexo feminino e a herança da variante do gene HLA", disse Orhun Kantarci, da Mayo Clinic, em Rochester, Minnesota, que escreveu um editorial sobre o estudo. "Estes resultados abrem caminho para futuros estudos desses genes, esperamos avançar nossa compreensão da herança de doenças complexas como a esclerose múltipla".

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Esclerose múltipla    Variação genética    Fatores ambientais    HLA    Família    Herança   
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