Ciência e Tecnologia
publicado em 31/12/2010 às 02h00:00
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Descobertas podem abrir as portas para essas e outras melhorias no atendimento hospitalar para os idosos

 
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Um novo estudo realizado no University of Texas Medical Branch, nos Estados Unidos, mostrou que pacientes idosos que ficam de pé e realizam caminhadas curtas ao redor de uma unidade hospitalar, tendem a sair do hospital mais cedo do que seus companheiros mais sedentários.

Para o estudo, os pesquisadores se basearam em dados coletados de 162 pacientes internados com idade acima de 65 anos. Cada paciente foi equipado com um monitor de atividade anexado ao seu tornozelo, um dispositivo eletrônico capaz de contar cada passo que o paciente deu.

"Usando esses monitores, pudemos ver uma correlação entre, mesmo quantidades relativamente pequenas de uma maior mobilidade e o menor tempo de internação no hospital", disse o autor do estudo, Steve Fisher. "Encontramos esse efeito ainda depois que usamos um modelo estatístico para ajustar os diferentes graus de doenças dos pacientes."

Os médicos têm reconhecido por muito tempo a importância de que pacientes com problemas ortopédicos ou neurológicos ficarem de pé o mais depressa possível, mas não existe um padrão de cuidado. Segundo os autores do estudo, o trabalho pode servir como um primeiro passo em direção a esse objetivo e também pode abrir as portas para outras melhorias no atendimento hospitalar para os idosos.

"A mobilidade é uma medida-chave na independência e na qualidade de vida dos idosos em geral, e este estudo sugere que isso também é verdade no contexto hospitalar", disse Fisher. "Quando pessoas idosas são hospitalizadas, cria-se uma situação paradoxal: você pode ter um desfecho positivo do problema agudo que os trouxe aqui, mas ainda têm consequências negativas como resultado da imobilidade prolongada."

Os pesquisadores acreditam que a mobilidade hospitalar medida por um monitor de atividade pode potencialmente se tornar um tipo de sinal vital para os idosos, bem como uma ferramenta que ajuda os pesquisadores a encontrar o nível mínimo de atividade necessária para proteger os idosos de declínios funcionais a longo prazo.

"Isso é muito preliminar, mas está levando a uma série de questões agora que eu acho que precisam ser respondidas", disse o co-autor do papel, Glenn Ostir. "Nós sabemos de outros estudos que a mobilidade está relacionada com a qualidade de vida, a independência, a manutenção da massa muscular saudável das pessoas mais velhas. E assim nós precisamos olhar para isso e dizer qual é o impacto da mobilidade hospitalar na saúde global da pessoa idosa, uma vez que ela deixa o hospital. Os monitores de passo nos deram a tecnologia para fazer isso, potencialmente, e estamos animados com a chance de responder a essas perguntas e fazer uma diferença positiva na vida das pessoas."

Fonte: Isaude.net
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