Saúde Pública
publicado em 01/01/2011 às 13h00:00
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De acordo com uma nova pesquisa da Universidade Duke - Escola Nacional de Graduação Médica de Singapura (NUS), uma maior taxação dos refrigerantes e outras bebidas açucaradas poderia reduzir apenas o peso mínimo da maioria das pessoas e não teria efeito algum sobre o peso dos consumidores dos grupos de renda mais alta e mais baixa.

O estudo, conduzido por Eric Finkelstein, professor adjunto dos serviços de saúde na Duke-NUS, olhou para o impacto diferenciado sobre calorias e peso com a taxação de 20% e 40% de imposto sobre refrigerantes e outras bebidas açucaradas (SSB) entre os diferentes grupos de renda.

Publicado pela revista Archives of Internal Medicine, a pesquisa vem num momento em que os decisores da política de saúde está considerando impostos adicionais sobre as bebidas açucaradas como alternativa para melhorar a saúde e a obtenção de receitas para compensar déficits orçamentais.

Alguns estudos mostram que o consumo excessivo de bebidas açucaradas leva ao ganho de peso e contribui para a epidemia de obesidade nos EUA.

A equipe analisou a compra de bebidas gasosas e não-carbonatadas, incluindo refrigerantes e bebidas energéticas, sucos de fruta e leite integral e desnatado, e usaram técnicas estatísticas para quantificar a evolução dos preços nos hábitos de compra.

Ao contrário de análises anteriores, o estudo calculou as perdas de peso resultantes da redução nas compras de sódio, como resultado dos ganhos fiscais, e de peso devido a mudança para outras bebidas. "Se o consumidor mudar do refrigerante comum para o diet ou a água não há nenhuma compensação", explica Finkelstein. "Se mudar para outras bebidas de altas calorias, os efeitos do imposto seriam diluídos".

Estima-se que o aumento de 20% nos impostos geraria cerca de US$ 1,5 bilhão por ano em receitas fiscais. Já a taxação de 40% geraria US$ 2,5 blhões por ano.

No entanto, a pesquisa mostra que o aumento da taxação tem um efeito relativamente pequeno sobre o total de calorias e a redução de peso entre os consumidores. O imposto 20% maior representa uma redução média de 6,9 calorias.

"Apesar de pequeno, dada a tendência de subida das taxas de obesidade, especialmente entre os jovens, qualquer estratégia que mostra a perda de peso mesmo modesta deve ser considerada", concluiu Finkelstein.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Taxação    Refrigerantes    Bebidas açucaradas    Obesidade   
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