Hemocentro de Alagoas (Hemoal) cadastrou 352 novas pessoas no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) após dois dias de campanha, em Maceió. Com isso, o número de alagoanos inscritos passou de 11.954 para 12.306.
No entanto, o número ainda é considerado pequeno, uma vez que a probabilidade de encontrar um doador compatível com um paciente é pequena, devido à miscigenação brasileira, decorrente das várias influências colonizadoras. Por isso, visando aumentar as chances dos alagoanos que necessitam de um transplante de medula óssea, para que possam se curar de doenças como a Leucemia, a direção do órgão apela para que mais alagoanos possam se cadastrar no Redome.
A campanha foi realizada em parceria com a Liga de Oncologia de Alagoas, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Universidade Estadual de Ciências da Saúde (Uncisal). Também contou com a parceria de um hipermercado, que cedeu o espaço para que o cadastro fosse realizado pelos técnicos do hemocentro alagoano.
De acordo com a diretora do Hemoal, Verônica Guedes, o cadastro é simples, já que são coletados dos doadores apenas 5 ml de sangue para fazer o exame do código genético. O resultado é remetido para o Redome, no Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro, mas o candidato só é chamado para fazer a doação caso seja encontrado algum paciente compatível no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme).