Ciência e Tecnologia
publicado em 16/12/2010 às 14h00:00
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Resultados de estudo mostraram que falta de NLRP3 leva a um aumento de quatro vezes na resposta de um tumor ao tratamento

 
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Cientistas da University of North Carolina, nos Estados Unidos, relataram um achado laboratorial que tem o potencial de aumentar a eficácia das vacinas terapêuticas para o câncer. A equipe de pesquisa descobriu que a ausência da função de uma proteína chamada NLRP3 pode resultar em um aumento de quatro vezes na resposta de um tumor a uma vacina terapêutica contra o câncer. Se esta descoberta provar ser consistente, ela pode ser uma chave para tornar as vacinas contra a doença uma opção real de tratamento.

A equipe descobriu que eliminar as proteínas NLRP3 reduziu o abastecimento de uma célula associada ao tumor chamada supressoras derivadas de mieloide, tornando-as cinco vezes menos eficaz em chegar ao local do crescimento tumoral. Pesquisadores já haviam mostrado que estas células mieloides são extremamente importantes, pois permitem que o tumor escape de uma resposta imune benéfica. Este achado é o primeiro a vincular as células mieloides imaturas, NLRP3, e a resposta à vacina contra o câncer.

"Tínhamos pensado originalmente que a inativação da proteína NLRP3 diminuiria a capacidade do sistema imunológico para responder ao câncer porque NLRP3 é importante para alertar as células imunes às mudanças no ambiente da resposta imune ao câncer. Em vez disso o que descobrimos foi que, por meio da inativação destas proteínas, a vacina tornou-se mais eficaz, porque menos células supressoras derivadas de mieloide estavam disponíveis para promover o crescimento do tumor e reduzir a eficácia da vacina", explicou o autor do estudo, Jonathan Serody.

Atualmente só existe uma vacina contra o câncer aprovada, chamada Provenge, usada para tratar o câncer de próstata avançado. Provenge demonstrou prolongar a sobrevivência de três a quatro meses.

Segundo os pesquisadores, as vacinas são difíceis de serem criadas. Como a vacina é específica para cada pessoa, ou seja, feita com células do sistema imunológico do indivíduo, o processo de produção requer que as células do indivíduo sejam isoladas e enviadas à empresa para produção de vacinas. Como resultado, as vacinas são caras.

"A vacina não é como uma pílula que pode ser fabricada em massa. E, não é como desenvolver uma vacina contra um vírus como a poliomielite ou varíola. As células cancerosas se parecem muito com células normais, por isso é difícil enganar o corpo para pensar que as células cancerosas são "estrangeiras"", observou Serody.

A promessa de vacinas específicas contra vários tipos de câncer aumentou as esperanças de pacientes e suas famílias, apesar destes tratamentos promissores serem difíceis de desenvolver.

"Este achado sugere um papel inesperado da NLRP3 no desenvolvimento de vacinas e nos dá um alvo farmacológico potencial para aumentar a eficácia da vacina. Nossa esperança é que as nossas conclusões e outros trabalhos futuros nesta área nos permitam desenvolver vacinas mais eficazes contra muitos tipos de câncer", concluiu Serody.

Fonte: Isaude.net
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