Em Brasília, a unidade móvel responsável pelo teste rápido de HIV, está circulado em pontos de maior concentração do público LGBT. A unidade também atua em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal e Ministério da Saúde, além da Universidade de Brasília (UnB).
Estratégia de conscientização para esse público, faz parte do Programa Quero Fazer, que tem como objetivo ampliar as opções de diagnóstico da doença, a partir da expansão de serviços de prevenção e de aconselhamento.
Lucier Pereira de Souza é um dos educadores de pares em Brasília. O trabalho dele é abordar as pessoas e fazer o convite para a realização do teste rápido na unidade móvel. O resultado saí em até 30 minutos. Além disso, Lucier distribui folders, panfletos e informativos.
Para ele, o trailer é uma maneira de incentivar o público a fazer o teste, já que muitos se sentem constrangidos ao procurar um centro de atendimento, principalmente o grupo de travestis. "O trabalho tem sido bem aceito, principalmente ao grupo de travestis que se sentem coagidos ao procurar um centro de atendimento ou qualquer outra unidade que faça o teste, pois ainda são vítimas do preconceito sexual", ressalta.
A psicóloga Regina Cohen é portadora do vírus HIV e atua como conselheira nos trabalhos feitos pelo Quero Fazer. Ela explica que é importante haver um acompanhamento pré e pós-atendimento (nos casos detectados), para que o paciente se sinta acolhido e procure a rede pública de saúde o mais breve possível.
"No momento em que a pessoa descobre ser portadora do vírus HIV, o mundo desaba. O trabalho das conselheiras no trailer, após o teste, é justamente no sentido de fazer com que ela perceba que não está sozinha na luta e que o tratamento e acompanhamento com grupos sociais a levará a uma vida mais saudável", conclui.
O trailer Quero Fazer, em Brasília, atende uma média de 30 pessoas nos dias em que funciona - às quartas e quintas-feiras, em locais de maior movimento. A equipe é formada por duas assistentes sociais, uma enfermeira, uma assistente de enfermagem e duas duplas de educadores. Comprovada a soropositividade, o grupo oferece encaminhamento à rede pública de saúde.