Um novo estudo da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, revelou que crianças com tumores cerebrais de baixo grau (gliomas) que se submetem a cirurgias agressivas para remover completamente o tumor tem uma chance maior de sobrevida global. Se a remoção completa não é possível, a adição da terapia de radiação a uma cirurgia menos completa oferece aos pacientes os mesmos resultados como uma remoção completa.
Como parte de um estudo ainda em curso, pesquisadores identificaram 127 pacientes pediátricos com gliomas de grau I e grau II entre 1990 e 2005. Destes, 90 pacientes tiveram a remoção completa do tumor e 20 pacientes tiveram ressecção subtotal com acréscimo de radioterapia. Os resultados mostraram que mais de 89 % dos pacientes sobrevivem mais de 10 anos depois.
"Este estudo reforça ainda mais a prática da ressecção cirúrgica agressiva", disse a autora do estudo, Nadia Laack.
"Esta é uma grande notícia para as famílias, pois mostra que mesmo quando uma cirurgia completa não é possível, o tratamento posterior com radiação reduz as chances de progressão do tumor e produz o mesmo resultado como se houvesse uma retirada completa", concluiu Laack.