Ciência e Tecnologia
publicado em 16/11/2010 às 13h00:00
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Uma equipe de cientistas de Göttingen, Frankfurt e Hannover, na Alemanha, demonstrou que pequenas moléculas de ácido ribonucléico (RNA) desempenham um importante papel no desenvolvimento dos seios em mamíferos.

Acreditava-se que essa função era desempenhada por hormônios e proteínas. Mas os pesquisadores mostraram que, em camundongos sem o gene para os microRNAs 212 e 132, as glândulas mamárias não cresceram na puberdade.

Os cientistas demonstraram, pela primeira vez em um modelo animal, que pequenas moléculas de ácido ribonucléico, chamadas microRNAs, também desempenham uma função importante no desenvolvimento do órgão. "Isso veio como uma surpresa para nós", disse o líder do projeto, Kamal Chowdhury, do Instituto Max Planck de Biofísica Química de Göttingen. "Os ratos utilizados nos experimentos apresentavam todos os hormônios, fatores de crescimento e proteínas que asseguravam o desenvolvimento normal da mama. Mas a ausência dos microRNAs miR-212 e miR-132 resultou na falência completa do desenvolvimento do duto nas glândulas mamárias dos animais".

É sabido que os microRNAs realizam funções reguladoras no interior das células vivas. Ainda que não codifiquem proteínas, eles são responsáveis pela sintonia da produção de certas proteínas e interferem nos processos metabólicos. "Usando as várias experiências, fomos capazes de demonstrar que esta família de RNA tem um papel fundamental no desenvolvimento da glândula mamária e pudemos localizar onde essas moléculas, presumivelmente, interferem em uma base normativa", explica Chowdhury.

A glândula mamária é formada por ductos e tecido conectivo circundante, que tem uma função de apoio e regulação. Este tecido também parece ser o local onde o miR-212 e o miR-132 são produzidos e interferem no processo de desenvolvimento. Chowdhury e seu colega Ahmet Ucar conseguiram demonstrar que este é o único lugar onde os genes para estas moléculas de ácido ribonucléico estão "ligados" ao tecido mamário.

Segundo o modelo pesquisado, as moléculas de microRNA parecem controlar a produção de uma proteína chamada MMP-9. "Os microRNAs podem regular a baixa produção de MMP-9, como um interruptor", explica Ucar.

Se faltam microRNAs, mais proteínas MMP-9 são produzidas e se acumulam perto dos dutos de leite. Elas aparecem para ativar uma via de sinalização, o que impede o crescimento normal dos dutos de leite no tecido glandular. "Estas pequenas moléculas de RNA realizam sua função reguladora, influenciando a comunicação entre os dois tecidos da glândula mamária", diz Ucar.

Outros experimentos devem ser realizados para verificar se esses microRNAs também regulam o desenvolvimento da mama em humanos. No momento, os cientistas podem apenas especular sobre o que acontece quando os microRNAs não funcionam corretamente. "Se tal falha pode levar à formação de tumores, por exemplo, é algo que precisa ser analisado em estudos futuros", diz Chowdhury.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Glândulas mamárias    Desenvolvimento    Proteína    MicroRNA    Hormônios    Camundongos   
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