Ciência e Tecnologia
publicado em 08/11/2010 às 13h00:00
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Foto: Divulgação/Universidade do Texas
Ensaios de fase I são projetados para encontrar a dose máxima tolerada de uma terapia experimental e determinar o tipo e a gravidade dos efeitos colaterais que podem acompanhar a droga.
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Ensaios de fase I são projetados para encontrar a dose máxima tolerada de uma terapia experimental e determinar o tipo e a gravidade dos efeitos colaterais que podem acompanhar a droga.

Pesquisadores da Universidade do Texas (UT), Estados Unidos, identificaram um anticorpo que, carregado com um agente anti-câncer, foi capaz de produzir remissão completa ou parcial do linfoma de Hodgkin.

O anticorpo eliminou completa ou parcialmente o tumor em 38% dos pacientes com recidiva ou resistente à terapia, matriculados em uma fase inicial do ensaio clínico. Os resultados foram publicados pelo New England Journal of Medicine .

"Esse nível de resposta de uma droga é impressionante para um ensaio de Fase I", disse o autor do estudo, Anas Younes, professor na UT. "Estes resultados encorajadores estão sendo confirmados em um grande ensaio clínico de fase II, cujos resultados deverão ser publicados até o final deste ano".

Segundo Younes, há 30 anos não se identificava um novo medicamento contra Hodgkin. "O potencial impacto sobre anos de vida é enorme porque a idade média para esta doença 30 anos".

Ensaios de fase I são projetados, principalmente, para encontrar a dose máxima tolerada de uma terapia experimental e determinar o tipo e a gravidade dos efeitos colaterais que podem acompanhar a droga.

O Brentuximab vedotin (SGN-35), a droga usada no estudo clínico, consiste de um anticorpo que tem como alvo a proteína da superfície celular CD30 ligada a uma droga que bloqueia uma classe de proteínas cruciais para a divisão celular. A CD30 é expressa no linfoma de Hodgkin e no linfoma anaplásico de grandes células (ALCL), explica Younes.

Cerca de 80% de todos os pacientes com linfoma de Hodgkin atingiram a remissão a longo prazo com regimes de quimioterapia padrão, que pode incluir também a terapia de radiação. Para aqueles que não são curados com tratamento de primeira linha, especialmente aqueles cuja doença recidiva após transplante de células-tronco autólogas, o prognóstico permanece pobre. Cerca de 1.300 pessoas nos Estados Unidos morrem da doença anualmente.

"A primeira geração de anticorpos eram fracos, agora temos uma oportunidade para melhorar os anticorpos conjugados, que entregam os produtos químicos tóxicos para as células tumorais, enquanto grande parte poupa as células normais", diz Younes.

O linfoma de Hodgkin começa nos linfócitos, um dos tipos de células brancas do sangue, se espalha para os linfonodos e, finalmente, invade outros órgãos.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Linfoma de Hodgkin    Anticorpo    Droga anti-câncer    Remissão    Terapia    SGN-35   
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