Ciência e Tecnologia
publicado em 08/11/2010 às 15h00:00
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Doses elevadas de uma droga conhecida por controlar o sangramento em pacientes hemofílicos têm sido associadas com um risco maior de complicações cardíacas quando utilizadas em pacientes não-hemofílicos. Apesar do aumento de quase o dobro do risco de coágulos perigosos que se formam dentro dos vasos sanguíneos e causam ataques cardíacos e derrames em pessoas sem hemofilia, os pesquisadores disseram os médicos devem usar as informações para pesar cuidadosamente os riscos e benefícios do uso da droga fator VII ativado recombinante (rFVIIa), para qualquer uso fora da prescrição padrão.

As indicações da droga, também chamada de NovoSeven, incluem tratamentos incluem o tratamento e a prevenção de episódios de sangramento relacionados com procedimentos cirúrgicos ou invasivos em pacientes com hemofilia congênita e adquirida. No entanto, o mecanismo de ação do rFVIIa pode oferecer potencial de seu uso na prevenção ou tratamento de hemorragias graves ou potencialmente fatais em pacientes com outras condições clínicas, como lesões traumáticas graves e controle do sangramento durante cirurgias e transplantes.

Pesquisadores da University of Amsterdam, na Holanda, analisaram dados de 35 ensaios clínicos aleatórios, 26 envolvendo pacientes hemofílicos e 9 estudos envolvendo voluntários saudáveis, para determinar a frequência de eventos tromboembólicos.

Resultados do estudo mostraram que entre 4.468 indivíduos, 498 tiveram complicações tromboembólicas e que a taxa de eventos tromboembólicos foi de 10,2% entre os pacientes que receberam a droga em comparação com 8,7% entre os pacientes que receberam placebo.

Os pesquisadores descobriram ainda que as complicações foram mais frequentes entre os pacientes que receberam rFVIIa e que tinham 65 anos de idade ou mais.

"Se você é um médico e se depara com um paciente com perda excessiva de sangue, e você já fez tudo o que era possível e o paciente está quase morrendo devido ao sangramento, é aceitável o uso da droga mesmo se ela está associada com o risco de trombose. Por outro lado, você se depara com um paciente que ainda não apresenta sangramento excessivo e você ainda pode tentar outras coisas, então o risco dobrado de trombose é considerável e eu não utilizaria a droga", disse o autor do estudo, Marcel Levi.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Hemofilia    Trombose    Marcel Levi    University of Amsterdam   
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