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publicado em 09/05/2009 às 14h55:00
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Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém! A expressão nos remete à ponderação de que os excessos são mesmo prejudiciais. Ou, na melhor das hipóteses, não aconselháveis.

Tem-se muito falado em direito da informação e, preponderantemente na prestação dos serviços de saúde, na obrigatoriedade da informação pré-existente ao serviço, esclarecendo e conscientizando o paciente. O dever de informar plena, geral e suficientemente o paciente tem se constituído um fardo nada leve aos ombros de muitos. E tirado o sono de outros. A questão é: O que se entende por " plenamente informado" , " totalmente esclarecido" , " suficientemente conscientizado" ? A questão deve se pautar na quantidade ou na qualidade com adequação de informações?

O poder de compreensão, sobre informações recebidas, é extremamente individualizado e depende de variados fatores, dentre eles o cultural e o intelectual. Sem desconsiderar as questões circunstanciais do momento da informação, como o estado emocional de quem as escuta, o local, a maneira como é oferecida, a finalidade do objetivo de informar, etc.

E, nesta esteira, muitos pacientes têm buscado, antecipadamente à consulta, informações de todos os gêneros sobre " o seu estado" na Internet. Aí, é um festival de informações nem sempre adequadas às circunstâncias da vida clínica e do momento clínico deste paciente. E ele chega ao consultório médico, abarrotado de informações cedidas através da rede internacional (web), muito mais ansioso, mais estressado, mais desconfiado, mais tenso, do que realmente o " seu caso" exigiria. É o excesso prejudicando o bom senso. E mais estresse na relação.

Em tempos em que todos passaram as ser suspeitos e menos inocentes, o profissional da saúde também padece dos efeitos desta desconfiança. Embora alguns se esforçarem por merecer tal suspeita , a maioria ainda conserva a moralidade, a ética e o bom profissionalismo a favor de seu paciente, bem como em toda a sua conduta pessoal e profissional.

O que identificamos nesta seara (Informações: Dever e Direitos) é que, como o médico tem pouco esclarecido sobre as determinantes e circunstanciais da patologia que acomete o paciente e da terapêutica que promoverá, até mesmo por uma questão muito mais paternalista de que ilícita, o efeito de tal ausência de informação vem sendo " a priori" interpretado como lesivo, constituindo uma inadimplência contratual do profissional perante seu paciente. Mormente em tempos de danos morais.

Acontece que a procura de informações por conta própria sem um direcionamento e sem os cuidados de adequação às circunstâncias individuais que se estabelece no paciente, o descontrole pelo excesso de informação é tão prejudicial, ou até mais, do que a deficiência destas operada pelo profissional que atende. Embora não possamos aceitar mal menor neste campo. Daí, a nítida ilação de que a informação deve ser realizada de forma adequada, individualizada e nos limites do bom senso, das circunstâncias e das possibilidades de quem a oferece e de quem as recebe.

Podemos, com segurança, inferir que o mais adequado, e por isso indicado, é que as informações sejam prestadas pelo profissional do atendimento. Realizada a todo o instante, de forma clara ao entendimento de quem ouve, sendo esclarecedora, e completa nos limites das necessidades do paciente e da terapêutica, sempre ostensiva e paralela ao desenvolvimento do atendimento. Por isso, o melhor interlocutor para ofertá-la é mesmo o profissional que está realizando o atendimento. A partir daí, o paciente pode, e até deve, procurar se inteirar buscando informações complementares, mas depois do norte cedido no atendimento e mediante a possível reserva de dúvidas. Encontrando novas respostas, deverá buscar o equacionamento das mesmas com o profissional que o atendeu, medicou e cuidou de sua real e individual situação clínica. Postura que estabelecerá cada vez mais a confiança e alicerçará um excelente vínculo pessoal-profissional entre quem informa e quem recebe a informação.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Informação    J. Guilherme F. Valle    Direito da saúde    Consultório médico    Internet    Web      
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