Nesta quinta-feira (04), os técnicos do Hemocentro de Alagoas (Hemoal) estarão testando uma metodologia para o cadastro de doadores voluntários de Medula Óssea, desenvolvida e já implantada com sucesso nos EUA. Por meio da nova metodologia, que ainda não é utilizada no Brasil, será abolida a coleta de 5 ml de sangue, como acontece atualmente em todos os hemocentros brasileiros, inclusive no Hemoal.
Alagoas foi escolhido para ser o primeiro estado brasileiro a implantar a nova técnica, que consiste na utilização de uma haste flexível, semelhante a um cotonete, a ser utilizado para retirar saliva da mucosa oral, visando realizar o exame que apresentará o código genético.
Esse código genético será remetido ao Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), que ficará à disposição do Registro Nacional de Receptores de Medula (Rereme). Com isso, os dados são cruzados para encontrar um voluntário compatível com alguém que esteja na fila de espera por um transplante de Medula Óssea, que pode curar a Leucemia, por exemplo.
No entanto, de acordo com a diretora do órgão, Verônica Guedes, os voluntários devem ter boa saúde, no mínimo 18 anos de idade e portarem o CPF e a Identidade para se cadastrarem.
" Com a implantação deste novo método, que ainda está em teste, esperamos que o número de pessoas cadastradas no Redome aumente. Isso porque, a nova metodologia será melhor para o hemocentro, pois o investimento em material será menor e também estaremos facilitando a vida do voluntário, que a princípio não terá mais que fazer uma doação de 5 ml de sangue" , explicou a diretora do Hemoal, Verônica Guedes, destacando a parceria com a Fundação Norte Americana Icla, que foi criada em 1992, após o falecimento da alagoana Icla da Silva, que morreu de Leucemia.
Icla da Silva faleceu após esforços intensos de seus familiares, amigos e vizinhos para encontrar um doador compatível. " A missão da instituição é salvar vidas através do recrutamento de doadores de medula óssea e oferecer serviços de apoio a crianças e adultos com leucemia e outras doenças tratáveis a através de transplantes de medula óssea. A nova técnica foi desenvolvida nos EUA e os diretores da Fundação Icla pretendem implantá-la no Brasil, começando por Alagoas" , disse o presidente da instituição Airam da Silva.