Saúde Pública
publicado em 26/10/2010 às 14h00:00
   Dê o seu voto:

 
tamanho da letra
A-
A+

Um estudo, realizado em parceria por pesquisadores da Faculdade de Medicina David Geffen na Universidade da Califórnia (UCLA) e da Faculdade de Medicina de Harvard, Estados Unidos, descobriu que as disparidades raciais e étnicas entre as crianças com infecções de ouvido frequentes podem influenciar o acesso aos recursos de saúde.

As infecções de ouvido são um dos problemas de saúde mais comuns para as crianças, a maioria delas experimentam pelo menos um antes de seu terceiro aniversário. Os custos anuais nos Estados Unidos chegam à casa dos bilhões de dólares.

Quando estas infecções são deixadas sem tratamento, as complicações podem incluir perda de audição, problemas de fala e infecções mais graves que podem se espalhar para ossos e cérebro, causando meningite. Mas nem todas as crianças têm o mesmo acesso a médicos especialistas e medicamentos.

Os resultados mostram que, em comparação com as crianças brancas, afro-americanos e hispânicos têm maior chance de não poder pagar medicamentos de prescrição, não ter seguro médico e não poder consultar um especialista.

O estudo também mostra que as crianças afro-americanas e as latino-americanas têm maior probabilidade de procurar salas de emergência em virtude de uma infecção de ouvido, quando comparadas às crianças brancas.

"Nosso objetivo era fornecer uma imagem demográfica precisa dos Estados Unidos para que pudéssemos identificar as disparidades de alvo para a intervenção", disse a co-autora Nina Shapiro, diretora de Otorrinolaringologia Pediátrica no Mattel Children's Hospital UCLA. "Claramente, observamos que as crianças de determinadas etnias que sofrem de frequentes infecções no ouvido são mais propensas a enfrentar maiores barreiras para o cuidado".

O estudo constatou que a cada ano, 4,6 milhões de crianças apresentaram infecções do ouvido frequentes, definidas como mais de três infecções ao longo de um período de 12 meses. Em termos globais, 3,7% das crianças com infecções de ouvido frequentes não poderiam pagar os cuidados, 5,6% não podiam comprar os medicamentos prescritos e apenas 25,8% foram atendidas por um especialista.

A próxima etapa da pesquisa é acompanhar os grupos raciais e étnicos, para verificar se as alterações decorrentes da reforma dos cuidados de saúde mudaram a influência nas disparidades destes grupos ao longo do tempo.

Os resultados fora publicados pela revista Otolaryngology-Head and Neck Surgery.

Fonte: Isaude.net
  • Indique esta NotíciaIndique esta Notícia
  • Indique esta NotíciaCorrigir
  • CompartilharCompartilhar
  • AlertaAlerta
Link reduzido: 
  • Você está indicando a notícia:
  • Para que seu amigo(a) receba esta indicação preencha os dados abaixo:

  • Você está informando uma correção para a matéria:


Receba notícias do iSaúde no seu e-mail de acordo com os assuntos de seu interesse.
Seu nome:
Seu email:
Desejo receber um alerta com estes assuntos:
Infecções de ouvido    disparidades raciais    disparidades étnicas    atendimento    recursos de saúde   
Comentários:
Comentar
Deixe seu comentário
Fechar
(Campos obrigatórios estão marcados com um *)

(O seu email nunca será publicado ou partilhado.)

Digite a letras e números abaixo e clique em "enviar"

  • Twitter iSaúde
publicidade
Jornal Informe Saúde

Indique o portal
Fechar [X]
  • Você está indicando a notícia: http://www.isaude.net
  • Para que seu amigo(a) receba esta indicação preencha os dados abaixo:

RSS notícias do portal  iSaúde.net
Receba o newsletter do portal  iSaúde.net
Indique o portal iSaúde.net
Notícias do  iSaúde.net em seu blog ou site.
Receba notícias com assunto de seu interesse.
© 2000-2011 www.isaude.net Todos os direitos reservados.