Ciência e Tecnologia
publicado em 21/10/2010 às 21h00:00
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Foto: Divulgação/UM
A líder do estudo, Soo-Eun Chang
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A líder do estudo, Soo-Eun Chang

Pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, vão realizar um estudo com duração de cinco anos sobre a diferença no desenvolvimento do cérebro de meninos e meninas com gagueira. A equipe de pesquisa está esperançosa de que os resultados possam levar a melhores opções de tratamento e, finalmente, a uma vida melhor para as pessoas que sofrem com a condição.

A líder do estudo, Soo-Eun Chang, e seus colegas vão começar a acompanhar o desenvolvimento das crianças quando elas estiverem entre 4 e 6 anos de idade. Eles estão especificamente em busca de pistas no cérebro para explicar como a gagueira é diferente entre os homens e as mulheres.

"Estudos anteriores mostraram que as meninas são mais prováveis de se recuperar de gagueira na infância", disse Chang. "Sabemos que entre 2 e 4 anos de idade, meninos e meninas gaguejam mais igualmente. Por alguma razão, há uma mudança que ocorre entre os 4 e 6 anos de idade. As meninas começam a se recuperar dentro de aproximadamente dois anos, e os meninos não. "

Chang vai avaliar as varreduras do cérebro das crianças para ver se os cérebros de meninos e meninas se desenvolvem de forma diferente para habilitar elas a se recuperarem e eles a passarem a ter a gagueira crônica para o resto de suas vidas.

"Esse estudo irá mudar a face do diagnóstico e do tratamento da gagueira", disse Chang. "É a primeira série de estudos para identificar as razões neurais para a gagueira infantil e as diferenças sexuais que levam à recuperação ou à persistência da gagueira."

"Este é um distúrbio da fala que é notoriamente difícil de tratar e pode ser debilitante para algumas pessoas que experimentam a rejeição social ou ocupacional. Há uma percepção equivocada de que a gagueira é causada por ansiedade e que é comportamental", acrescentou ela.

Segundo Chang, na maioria dos casos, a gagueira não ocorre devido a uma condição psiquiátrica ou ao baixo QI.

A equipe descobriu uma forte evidência de que a condição é causada por um déficit neurológico sutil que interrompe a interação entre as diferentes partes do cérebro que são críticas para produção do discurso.

Os pesquisadores esperam que os resultados ajudem a aprender mais sobre as causas deste distúrbio da fala, e levem a melhores formas de diagnosticar, prevenir e tratar a condição.

Fonte: Isaude.net
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