Pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, revelaram que o composto conhecido como PDC113.824 é o precursor de uma droga que pode, no futuro, fornecer um tratamento eficaz para o problema do parto prematuro.
"Estamos muito animados sobre este composto, pois ele pertence a uma nova classe de drogas, e tem potencial para evitar o parto prematuro, possivelmente com menos efeitos colaterais que os tratamentos atuais", disse o autor correspondente do estudo, Stephane Laporte.
"Neste momento pouco se sabe sobre como o nascimento prematuro pode ser prevenido e, apesar de intervenções clínicas concentrarem-se na inibição da contração uterina, não existem tratamentos para o trabalho de parto prematuro", acrescentou a professora Sylvain Chemtob. "As drogas hoje disponíveis são ineficazes e podem ter efeitos colaterais para a mãe e para o feto. O desenvolvimento deste composto é especialmente importante, porque tem um modo diferente, mais específico de ação do que os fármacos convencionais e, portanto, pode causar menos efeitos colaterais."
Segundo a Sociedade de Obstetras e Ginecologistas, do Canadá, o trabalho de parto prematuro é um dos problemas mais comuns na gravidez e é a causa de 75% de todas as mortes de bebês recém-nascidos sem defeitos congênitos.
O composto PDC113.824 é derivado de uma classe emergente de medicamentos conhecida como drogas alostéricas tendenciosas. Esta classe de drogas interage com receptores na superfície da célula de uma maneira diferente das drogas convencionais, e produz efeitos diferentes.
O composto estudado por Laporte e seus colegas não só age sobre receptores celulares diferentes do que aqueles geralmente orientados no útero, mas pode modificar a resposta normal da célula à estimulação por substâncias naturais - uma propriedade conhecida como "predisposição".