Uma equipe de cientistas da Austrália, Europa e Reino Unido identificou uma rede de genes por trás do endurecimento das artérias e das doenças coronarianas. Os resultados apresentam potenciais alvos para o tratamento de doenças cardíacas.
As concentrações de colesterol que circulam no sangue são um importante preditor de doença arterial coronariana, a forma mais comum de doença cardíaca. A principal patologia da doença de artéria coronária é o chamado "endurecimento das artérias", ou aterosclerose, um ciclo onde o colesterol se acumula nas paredes das artérias, e a consequente resposta imune do corpo conduz a uma maior acumulação.
Para investigar como o colesterol no sangue circulante ativa células do sistema imunológico, os pesquisadores analisaram amostras de mais de 500 voluntários para a construção de redes biológicas dos genes que se movem em harmonia.
Os voluntários participaram de um estudo na Finlândia, denomindado Dietary, onde eram analisados estilo de vida e determinantes genéticos da obesidade e síndrome metabólica (DILGOM).
Michael Inouye, cientista do Walter e Eliza Hall Institute, disse que o estudo identificou uma rede de genes cuja atividade estava ligada ao nível de colesterol no sangue. "Para todos os efeitos, esses genes parecem uma rede inflamatória e aparecem reativos a lipoproteína de alta densidade, triglicerídeos e apolipoproteína B, que são preditores de doença cardiovascular".
Ele acrescenta que a equipe está começando a entender as redes biológicas e como elas se relacionam com a doença. "Essa descoberta é importante, embora saibamos que alterações no DNA prevejam a doença, podemos fazer melhor. Conhecendo o impacto das doenças nas redes biológicas, podemos identificar os vários níveis de intervenção em potencial".