Os testes de HIV oferecidos no Brasil detectam os tipos 1 e 2 do vírus, e o coquetel de remédios antirretrovirais também é capaz de tratar as duas espécies dos vírus causadores da aids. A informação é do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde que, por meio da sua assessoria de imprensa, respondeu a reportagem publicada nesta quarta-feira pelo O Globo.
Segundo o jornal, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificaram a coinfecção do HIV 1 e 2 em 15 amostras de sangue de pacientes do Rio de Janeiro.
O HIV 2 - bem menos comum pode ter uma evolução mais lenta e ser menos transmissível. Porém, segundo explicou a geneticista Ana Carolina Vicente ao jornal carioca, " se uma pessoa está coinfectada e é tratada como se fosse somente tipo 1, ela pode até ter a infecção controlada, mas muitos de seus marcadores podem continuar debilitados" .
De acordo com o Departamento de Aids, os 392 Centros de Testagem e Aconselhamento, além de hospitais, unidades básicas de saúde e laboratórios privados, utilizam exames de rotina para a detecção de ambos os tipos de HIV.
E dos 19 medicamentos oferecidos pelo Ministério, o HIV 2 apresenta resistência a apenas 1 deles. Sendo assim, caso seja detectada resistência, a amostra de sangue do paciente é submetida à genotipagem, para mudança no esquema terapêutico, sem prejuízo para a saúde do usuário.
Em relação à transmissão do vírus, o órgão ressalta que a melhor forma de prevenir o HIV (tipo 1 ou 2) continua sendo o uso do preservativo. E para os pacientes já infectados, este deve continuar sendo utilizado para evitar coinfecções.