Ciência e Tecnologia
publicado em 02/04/2009 às 20h13:00
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Pesquisa conjunta da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP e da Universidade de Montreal (Canadá) criou modificações na superfície de implantes metálicos da ordem de nanoescala, ou seja, de milionésimos de milímetro. As nanocavidades foram criadas pela imersão de metais em soluções químicas em diferentes combinações. Superfícies com nanocavidades tendem a favorecer a proliferação e a diferenciação de células ósseas, o que poderá proporcionar uma melhor adesão do metal ao organismo. Um artigo sobre o estudo, coordenado pelo professor canadense Antonio Nanci, foi publicado na revista " Nano Letters" , da Sociedade Norte-Americana de Química, em fevereiro de 2009.

" No caso de um implante ósseo, por exemplo, a interação das células com as nanocavidades pode resultar em um aumento expressivo em sua atividade proliferativa e em maior diferenciação celular, com maior expressão de proteínas relacionadas à diferenciação de osteoblastos, ou seja, as células que formam osso" , revela o professor Paulo Tambasco de Oliveira, da FORP, e um dos autores principais do artigo "Estruturação oxidativa em nanoescala de superfícies metálicas para modulação da atividade celular".

Segundo Tambasco, a estratégia de imersão de metais em soluções químicas para alterar sua superfície já é conhecida há anos. A novidade desse estudo é o fato de se fazer modificação em escala nanométrica, utilizando diferentes combinações de ácidos (ou bases) e oxidantes. Pesquisas revelam que as proteínas são absorvidas diferentemente quando a superfície de um biomaterial é modificada na nanoescala.

A modificação faz com que as células reajam diferentemente à superfície metálica, tanto pela própria modificação da topografia, resultando em alterações na morfologia celular, como pelo impacto que essa mudança tem no processo de adsorção de proteínas do plasma. " Como as proteínas são diferentemente adsorvidas no metal, as células podem reconhecer um ambiente mais interessante à sua adesão e proliferação, ou não" , explica o professor. " Por exemplo, no caso de próteses vasculares, nanotopografias podem impedir a formação de trombos, o que é desejável. Para os implantes dentais e ortopédicos, devem favorecer o crescimento ósseo" , acrescenta.

Fonte: USP
   Palavras-chave:   Implante    FORP    USP    Implantes metálicos    Nanoescala    Nanotecnologia    Paulo Tambasco de Oliveira      
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