Saúde Pública
04.02.2010

Conselho Federal de Famácia publica nota técnica sobre sibutramina

Diante das recomendações internacionais quanto ao uso da sibutramina, o CFF, alerta que o uso envolve uma análise criteriosa

Foto: Steve Niedorf Photography/National Geographic
Homem come hambúrguer
Homem come hambúrguer

A sibutramina, fármaco mais usado por brasileiros para controle de apetite, não pode mais ser vendido e nem recomendado por médicos, na Europa. A substância foi proibida, em janeiro de 2010, pela Agência Europeia de Medicamentos. Nos Estados Unidos, a FoodDrug Administration (FDA), solicitou aos fabricantes dos medicamentos que contém sibutramina que adicionem às bulas dos mesmos a contraindicação de uso em pacientes com história de doenças cardiovasculares,

Diante das recomendações internacionais quanto ao uso da sibutramina, o Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim), alerta que o uso da sibutramina envolve uma análise criteriosa de riscos, já que a redução de massa corporal promovida pelo fármaco é modesta diante dos perigos que ele apresenta.

De acordo com a Nota Técnica, as recomendações internacionais, têm como base os resultados de um estudo chamado Scout (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), que demonstrou um aumento do risco de ataques cardíacos e infarto do miocárdio em pacientes obesos ou com sobrepeso e alto risco de doenças cardiovasculares.

Concluído em 2009, o estudo indicou que o risco de desenvolver enfermidades cardiovasculares, como infarto do miocárdio, derrame e parada cardíaca, aumentou em 16% nos pacientes que utilizaram o medicamento, quando comparados àqueles tratados com placebo.

A Nota Técnica, assinada pelos farmacêuticos Emília Vitória da Silva, Rogério Hoefler e Carlos Cezar Flores Vidotti, esclarece, ainda, que no Brasil, a venda da sibutramina é regulada pela Portaria 344/1998, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) requerendo prescrição médica que deve ser apresentada e retida na farmácia.

Cebrim

O Cebrim está voltado aos diferentes problemas ligados à utilização dos medicamentos como indicação, posologia, compatibilidade, interações, reações adversas, estabilidade, etc., visando o uso racional dos mesmos. O Cebrim, diferentemente das bibliotecas e centros de documentação, não proporciona documentos ou referências bibliográficas, e sim, soluções para problemas concretos sobre medicamentos ou uma situação clínica de um paciente

Fonte: Isaude.net