Ciência e Tecnologia
25.01.2010

Pesquisadores relatam primeiro teste objetivo de stress pós-traumático

Descoberta pode levar a diagnósticos mais seguros do estado debilitante de pacientes portadores do transtorno

Foto: Nestor Müller / Secom
Profissional realiza tomografia em paciente
Profissional realiza tomografia em paciente

Pesquisadores da Universidade de Minessota de ligaram um padrão de sinais cerebrais ao transtorno de estresse pós-traumático (PTSD), uma condição debilitante para a qual não há nenhum teste objetivo. Tal teste poderia dar aos médicos uma maneira de diagnosticar o PTSD, avaliar sua gravidade e os tratamentos.

Pacientes com transtorno de estresse pós-traumático normalmente sofrem de pesadelos e, involuntariamente, revivem experiências traumáticas. A desordem pode ser causada por quase todas as situações de intenso medo ou violência, como agressão sexual e um acidente de carro.

"Entre todos os tipos de doenças incapacitantes, esta se classifica consistentemente entre as 20 primeiras, especialmente entre as mulheres. A predominância atual é de cerca de 3,4 % para os homens e 9,7 % para as mulheres" , disse o psicólogo Brian Engdahl.

Como acontece com quase todos os transtornos mentais, o PTSD deixa algumas pistas para o mundo exterior, mas nem os raios X ou tomografias do cérebro, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética podem identificar os pacientes portadores.

"É como a depressão que pode ser escondida pelo doente, ela pode ser latente, e pode ser reativada", disse o líder do estudo, Apostolos Georgopoulos.

Os pesquisadores examinaram 74 veteranos dos conflitos na II Guerra Mundial, Vietnã, Iraque, Afeganistão ou que tinham sido diagnosticados com PTSD, juntamente com 250 voluntários saudáveis. Usando uma técnica desenvolvida por Georgopoulos, eles monitoraram sinais magnéticos de grupos de neurônios na comunicação com os outros. Eles observaram um padrão de desentendimento que era quase exclusivo para pacientes com o transtorno. Em geral, eles foram capazes de identificar as pessoas com PTSD com uma precisão superior a 90 %.

"Comparado com evidências de ressonância magnética funcional e outras ferramentas de diagnóstico este teste é muito mais forte e tem uma maior probabilidade de ser aceito como prova por parte dos tribunais", avaliou Georgopoulos.

O padrão observado em pacientes de PTSD parece ser uma queima de redes cerebrais que têm a ver com reviver experiências. Além disso, a força do modelo espelha a gravidade dos sintomas, sugerindo que o teste pode ser usado para monitorar o progresso do paciente durante o tratamento.

Fonte: Isaude.net