Geral
06.01.2014

Discriminação Zero é meta da Unaids para o ano de 2014

O fim das discriminações é apontado como única saída para zerar o índice de novas contaminações e de mortes relacionadas à Aids

Imagem: Unaids
A Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi em poster da campanha contra a discriminação
A Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi em poster da campanha contra a discriminação

O fim da discriminação contra pacientes soropositivos é o principal objetivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids) em 2014.

A campanha do Dia da Discriminação Zero, que será celebrada em 1º de março, conta com a participação da Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, de Mianmar.

A Unaids pretende alcançar uma transformação global no tratamento aos doentes. A discriminação, segundo a agência da ONU, pode afetar as pessoas de várias formas.

Em relação ao local de trabalho, o Programa da ONU diz que a discriminação representa um grande obstáculo à expansão dos serviços de acesso aos tratamentos de HIV.

Dados oficiais sobre a doença mostram que uma em cada sete pessoas a conviver com o vírus tem acesso negado aos serviços de saúde e mais de 10% não conseguem emprego porque são soropositivos.

No lançamento da campanha, a Prêmio Nobel disse "acreditar num mundo em que todos podem desabrochar." Ela afirmou que "todos podem fazer a diferença ao permitir que as pessoas levem uma vida digna independente de quem sejam."

"Será impossível zerar o índice de novas contaminações e de mortes relacionadas à Aids sem o fim da discriminação."

O chefe da Unaids, Michel Sidibé, afirmou que será impossível zerar o índice de novas contaminações e de mortes relacionadas à Aids sem o fim da discriminação.

Segundo a Unaids, o número de pessoas com HIV em 2012 atingiu 35,3 milhões. Do total, 2,3 milhões correspondem á novas infecções e 1,6 milhão de pessoas morreram de complicações ligadas à doença.

Fonte: Isaude.net