Ciência e Tecnologia
11.11.2013

Exercício na gravidez melhora o desenvolvimento cerebral do bebê

Os bebês nasceram com cérebros mais maduros, o que pode ser refletido mais tarde no desenvolvimento da linguagem

Foto: Elina Manninen/Foto Stock
Cérebro dos bebês cujas mães se exercitaram
Cérebro dos bebês cujas mães se exercitaram "foi mais eficiente, conseguindo reconhecer o som com menos esforço"

Exercício moderado durante a gravidez pode aumentar o desenvolvimento do cérebro do bebê.

O estudo envolvendo 18 mulheres grávidas e seus bebês constatou que "as crianças têm um cérebro mais maduro quando suas mães realizam exercícios durante a gravidez", disse o pesquisadora Elise Labonte-Lemoyne, da Universidade de Montreal (Canada).

Os pesquisadores escolheram aleatoriamente 10 mulheres que praticavam exercícios e oito para mulheres inativas, todas no início do segundo trimestre de gravidez. O primeiro grupo realizou pelo menos 20 minutos de exercício cardiovascular moderado três vezes por semana. Em geral elas andaram, correram, nadaram ou praticaram ciclismo, afirmou Labonte-LeMoyne.

Em média, o primeiro grupo realizou 117 minutos de exercício por semana, contra 12 minutos semanais do segundo grupo, considerado inativo. Usando um Eletroencefalograma (EEG), que registra a atividade elétrica do cérebro, os pesquisadores mediram a atividade cerebral dos recém-nascidos durante o sono, entre 8 a 12 dias de idade. Eles se concentraram na capacidade do cérebro para reconhecer um novo som, "o que notadamente reflete a maturidade do cérebro," disse Labonte-LeMoyne.

Os cérebro dos bebês cujas mães se exercitaram "foi mais eficiente, conseguindo reconhecer o som com menos esforço", explicou a pesquisadora.

As diferenças podem traduzir em uma vantagem no desenvolvimento da linguagem mais tarde na vida, afirmou. Os pesquisadores vão continuar a acompanhar o desenvolvimento das crianças até a idade de um ano para confirmar se a vantagem realmente permanece.

Segundo o estudo, é possível que o exercício acelere um processo conhecido como poda sináptica, através do qual as células nervosas extras e conexões são eliminadas, ajudando o desenvolvimento do cérebro.

A pesquisa foi apresentada na reunião anual da ~Society for Neuroscience, neste domingo (10) em San Diego (EUA).

Fonte: Isaude.net