Geral
02.11.2013

Região da América Latina e Caribe ganha rede de educação alimentar e nutricional

Obesidade, que afeta 23% dos adultos, e a subnutrição, que atinge 47 milhões, são os principais objetivos do programa

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a iniciativa "América Latina e Caribe sem Fome 2025" criaram a primeira Rede de Informação, Comunicação e Educação Alimentar e Nutricional (ICEAN, em espanhol) da América Latina e do Caribe.

O projeto tem como objetivo promover o intercâmbio de conhecimentos e melhores práticas e o reforço dos recursos humanos para desenvolver hábitos alimentares e estilos de vida saudáveis nos países da região.

"É melhor prevenir o aparecimento da desnutrição do que tratá-la, por isso a educação nutricional é cada vez mais importante, assim como programas de segurança alimentar e nutricional em todo o mundo", disse a diretora na área de nutrição da FAO, Ellen Muehlhoff, na quarta-feira (30).

A Rede ICEAN é destinada a profissionais das áreas de saúde, agricultura, educação e desenvolvimento social que trabalham em entidades regionais, ministérios, instituições acadêmicas, organizações não governamentais e da sociedade civil, doadores e especialistas técnicos.

"O projeto será uma importante contribuição para as universidades latino-americanas e caribenhas que estão realizando estudos cujos resultados serão compartilhados através da rede", disse a professora do Instituto de Nutrição e Tecnologia de Alimentos da Universidade do Chile, Sonia Olivares.

As atividades da Rede ICEAN serão orientadas por um comitê consultivo composto por representantes das principais instituições envolvidas no desenvolvimento e implementação de políticas e programas de nutrição e saúde.

Segundo a FAO, a obesidade e o excesso de peso afetam 23% dos adultos e mais de 7% das crianças em idade pré-escolar na América Latina e no Caribe. Atualmente, a subnutrição atinge 47 milhões de pessoas, mas nos últimos 20 anos grandes progressos foram feitos para a sua erradicação.

Fonte: ONU