Ciência e Tecnologia
22.10.2013

Arma secreta encontrada no leite materno protege bebês contra o HIV

Comum na cicatrização de feridas, a tenascina-C também desempenha papel importante no desenvolvimento fetal

Foto: Kati Molin/Foto Stock
A proteína de nome tenascina-C (TNC), presente no leite materno, tem a capacidade de matar o vírus da AIDS
A proteína de nome tenascina-C (TNC), presente no leite materno, tem a capacidade de matar o vírus da AIDS

Pesquisadores da Universidade de Duque (Estados Unidos) divulgaram a decoberta de um componente do leite materno que tem capacidade para matar o vírus que causa a AIDS, funcionando como uma proteção em alguns bebês que não são infectados por suas mães soropositivas.

"Mesmo que tenhamos medicamentos anti-retrovirais que podem trabalhar para prevenir a transmissão mãe-filho, nem toda mulher grávida realiza o teste de HIV, e menos de 60% estão recebendo os medicamentos de prevenção, particularmente em países com poucos recursos," afirma Sallie Permar.

A proteína localizada agora é conhecida como tenascina-C (TNC). O estudo testou amostras de leite materno de mulheres não infectadas para ver se ele poderia combater as estirpes de HIV.

"O TNC é um componente da matriz extracelular. Esta é uma proteína comumente encontrada durante a cicatrização de feridas, desempenhando um papel importante na reparação de tecidos. Sabe-se também que ela tem importante papel no desenvolvimento fetal, mas suas propriedades antivirais nunca tinham sido descritas anteriormente."

Pesquisas futuras devem examinar se a proteína funciona com outros componentes do leite materno para combater o HIV. "Esta descoberta fornece suporte para induzir fatores inibidores no leite materno que podem trazer ainda maior proteção aos bebês, tais como anticorpos, que protegem completamente os bebês da infecção pelo HIV neste cenário", afirmam os cientistas.

De acordo com a UNICEF, estima-se 330 mil crianças em todo o mundo em 2011 foram infectadas por suas mães durante a gravidez ou parto.

Veja o abstract do estudo

Fonte: Isaude.net